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Será que alguém nasce querendo ser escritor?

Mesa de um escritor, com notebook, blocos de rascunho e uma xícara de café.

Quando criança, meu sonho era ser professora, assim como minha mãe.

Assim que entrei na pré-escola, meus pais penduraram uma pequena lousa no quintal. E eu passava a tarde toda lá fora, dando aula para uma fileira de bichinhos de pelúcia enquanto sujava toda minha roupa com giz.

Em seguida, comecei a desenvolver o gosto pela leitura. Os livros sempre foram bons companheiros. Primeiro herdei as antigas edições de contos de fadas que fizeram parte da infância de minha mãe, depois, chegaram os livrinhos infantis garimpados nas feirinhas da escola e, com alguma frequência, ganhava gibis da Turma da Mônica.

Uma de minhas brincadeiras favoritas era copiar as histórias dos livros em um caderno, já que eu logo terminava de ler e precisava esperar até ganhar o próximo gibi ou livro. Eu transcrevia as palavras e quase decorava uma história quando gostava dela.

Pode parecer estranho, porque era mesmo. Mas foi assim, de maneira solitária e me apoiando em outros autores, que me introduzi no mundo das palavras.

Na adolescência, comecei a me arriscar com minhas próprias ideias, escrevendo trechos de histórias sobre minha banda favorita, as famosas fanfics. Mas, sentia tanta vergonha que nunca consegui mostrar meus rascunhos para ninguém. É uma pena que eles tenham se perdido com o tempo.

Conforme fui crescendo, surgiu a curiosidade com o comportamento humano, um brilho nas aulas de filosofia. Algumas questões inquietavam minha mente adolescente e me faziam buscar respostas nos livros, foi assim, no último ano do ensino médio, que decidi ser psicóloga.

Entrei na faculdade e pensei ter encontrado meu lugar ao sol. Passei os anos seguintes  deslumbrada dentro da enorme biblioteca do campus, e se engana quem pensa que parei de estudar quando me formei. Aliás, arrisco dizer que foi só então que aprendi a estudar: sem um professor guiando meus passos, dizendo qual capítulo eu deveria ler ou o que decorar para uma prova.

Comecei a estudar filosofia e logo encontrei um grupo de estudos. As leituras coletivas me ajudaram a entender aquelas difíceis e encantadoras palavras. Os cadernos de anotações viraram meus tesouros.

Eu só não contava que a profissão fosse tão solitária. Com algumas horas vagas em meu consultório, a vontade de escrever voltou: pensamentos, frases. Foi assim que comecei a organizar meus sentimentos em um pedaço de papel.

Meu irmão foi o primeiro a dizer que um dia eu seria escritora, já que era uma ávida leitora. Eu não acreditei nele, e cheguei a rir de sua sugestão, afinal, não acreditava que eu tivesse algo de interessante a dizer.

Mas persisti, fui escrevendo a cada intervalo, dando voz à imensidão que me habitava. Ficção e realidade começaram a se misturar conforme meus pensamentos encontravam a folha em branco.

Tive a sorte de ser incentivada por amigos e familiares, que aceitaram ler meus escritos tão logo tive coragem de tirá-los da gaveta. E assim, a escrita passou a ocupar um lugar tímido em minha vida, um momento de descontração e lazer.

A verdade é que as pessoas à minha volta me reconheceram como escritora antes que eu o fizesse.

No trabalho, sempre sobrava pra mim a missão de escrever comunicados e agradecimentos, já que eu articulava tão bem as palavras. Quando precisava escrever um cartão, logo me passavam a caneta, afinal, eu era boa nisso.

O primeiro convite para publicação de um conto chegou como presente de natal atrasado, um singelo e-mail no dia vinte e seis de dezembro. Um ano depois, mais um. Mais dois anos, e eu já conto com uma pequena prateleira de participações.

Eu já deveria ter sacado à essa altura, não acha? Sinto lhe informar, caro leitor, mas demorei um pouco mais. Precisei ficar entre dois empregos, me sentindo extremamente perdida e desmotivada para olhar para os lados e perceber algo que esteve ali esse tempo todo.

Dessa vez, quando me perguntaram o que eu gostava de fazer, a resposta escapuliu: “escrever”. Foi mais forte do que eu, com gosto de sonho, mas então já era tarde. Ouvi minha própria voz ressoando por dentro e me atrevi a pensar o “e se” mais maluco da minha vida: “e se eu fosse escritora?”

Transformar esse hobby em profissão foi fácil, pois ele já estava completamente entremeado em minha vida, a rede de contatos, o blog e o portfólio feitos. A mudança de identidade simplesmente aconteceu.

Não nasci querendo ser escritora, mas foi nas palavras que descobri minha voz e tudo o que eu gostaria de dizer ao mundo.

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8 Dicas para não errar na hora de nomear um Arquivo

Mesa organizada com caderno e laptop, para discutir a forma de nomear arquivos.

Você já passou pela situação de escrever um documento, salvar o arquivo e depois perdê-lo completamente em sua máquina?

Além de ser muito importante fazer backups e salvar cópias de seus arquivos como medida de segurança, é preciso nomear cada um deles de forma que seja fácil encontrá-los e acessá-los sempre que necessário.

A melhor forma de nomear seus arquivos é definir um padrão lógico que seja fácil de lembrar e ser seguido por você, ou por sua equipe, caso seja compartilhado com mais pessoas. Foi pensando nisso que preparei esse guia rápido com dicas que te ajudarão a nunca mais perder um arquivo em seu computador. Confira!

  1. Crie uma nomenclatura padrão que seja comum a todos da equipe: assim, o acesso aos arquivos fica mais fácil, ágil e democrático;
  2. Dê nomes simples: escolha nomes que digam, em poucas palavras, o tema principal do conteúdo do arquivo. Evite nomes genéricos como “relatório” ou “documento”, mas também não seja extremamente específico, para evitar visitas indesejadas em seus documentos;
  3. Evite criar códigos: criar um código para nomear seus arquivos pode parecer uma boa ideia, mas a longo prazo isso tende a atrapalhar, pois o sistema de códigos pode deixar de ser familiar para você, além de não ser compreendido por outras pessoas;
  4. Registre versões: sempre que realizar uma edição, não se esqueça de atribuir uma versão para o arquivo. Para grandes alterações, use “v.1”, por exemplo; quando fizer uma correção ou alteração simples, você pode considerar como versão “v.1.1”. Fuja de nomes como “versão final” ou “corrigido”;
  5. Atribua a data: no final do nome, coloque a data invertida (ano, mês, dia), assim, sempre saberá quando foi feita a última alteração no arquivo;
  6. Crie pastas: depois de nomear, organize seus arquivos em pastas. E lembre-se de que toda a organização deve seguir uma lógica de nomenclatura, ou seja, não adianta nomear e agrupar seus documentos para guardá-los em uma pasta chamada “nova pasta”;
  7. Não guarde arquivos desnecessários: exclua duplicatas e evite acumular arquivos desnecessários, que podem poluir e atrapalhar a visualização daquilo que realmente importa. Crie pastas e arquive aquilo que é importante, mas já não está em uso. Deixe à mão apenas o que for necessário, assim não se confundirá na hora de abrir ou enviar um documento;
  8. Mantenha sua organização: toda vez que iniciar um documento, já salve com o nome de acordo com o padrão pré-definido por você e na pasta correspondente. Evite acumular pendências desnecessariamente.

Manter os arquivos bem nomeados e agrupados é fundamental para evitar que qualquer informação se perca. Seguindo essas dicas, você não perderá mais tempo procurando ou refazendo um documento.

Se desejar, você pode criar uma planilha ou mapa mental para guardar o nome de seus arquivos e assim criar um guia de consulta rápida que ajude a lembrar sobre o que se trata cada documento e onde pode encontrá-lo. Porém, tome cuidado com informações sigilosas, lembre-se de que a segurança deve vir em primeiro lugar.

Me conta aqui nos comentários se você conhece mais alguma dica para a nomenclatura e categorização de arquivos, vou adorar saber!

Obrigada, e até a próxima 🙂

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Garota de Hábitos

Mulher de olhos fechados, inspirando calmamente.

Sou uma garota de hábitos.

Rotina e planejamento são como música para meus ouvidos. Não há nada que me encante mais do que uma agenda bem preparada, com compromissos e atividades estabelecidos.

Listas são o meu hobbie. Organizo tudo, desde criança. Minhas coisas, as coisas de casa, e as coisas de outras pessoas, se elas permitirem. Minha mãe sempre contou comigo para fazer listas quando viajávamos, era eu a responsável por não permitir que ninguém esquecesse nada. Um hábito que mantenho até hoje, sempre que faço as malas.

Admiro pessoas que conseguem gerir seu tempo e manter uma rotina produtiva. Passei muitos anos andando nos trilhos de meu próprio planejamento. Uma garota certinha, que não sai da linha.

Sempre me orgulhei de ostentar tais características. E elas são louváveis mesmo, pelo menos até certo ponto. O problema é quando você se torna refém do planejamento e acaba por perder a flexibilidade, quando o hábito se torna obrigação e a agenda uma profecia do destino.

Demorei para descobrir que ser produtivo de verdade é saber usar o tempo de forma equilibrada: trabalho, lazer, autocuidado e descanso. Cuidar de mim e de meus relacionamentos é tão importante quanto concluir um projeto que está com o prazo anotado em vermelho na agenda.

A lógica é simples: se um aspecto da vida não vai bem, que chance têm os outros? Sem descanso, chega um ponto que o trabalho para de render, e o foco vai embora se tudo o que estiver em minha mente for uma briga que tive no dia anterior.

Apesar de usarmos técnicas que categorizam e fragmentam nossas atividades, somos um só, inteiros e completos. Somos o conjunto de nossos interesses, desejos e ações. Somos nossas referências, projetos e cada uma das tarefas que fazemos ao longo do dia.

Logo eu, tão organizada, precisei reexaminar todos os meus conceitos e reaprender a realizar minhas atividades, sem cronometrar meus afazeres, e deixando algum tempo livre para relaxar e cuidar de mim.

Fazer o que me faz bem também precisa ser um hábito.

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5 atitudes que te ajudam a demonstrar empatia

Varal com figura de coração pendurado, representando um gesto de empatia.

Empatia é a palavra da vez, parece que a ouvimos em todos os lugares. Mas, apesar de estar na moda, será que esse conceito é mesmo tão praticado?

E você, sabe o que é empatia?

De modo geral, podemos descrever empatia como a capacidade de se colocar no lugar de outra pessoa e sentir ou entender o que ela está passando. Porém, precisamos entender as nuances implicadas nesse processo: ao ver uma pessoa triste, posso, por exemplo, sentir pena de sua situação e isso não significa, necessariamente, que eu esteja tendo uma atitude empática.

Antes de explicar o que é empatia, gostaria de falar sobre o que ela não é, pois, muitas vezes, confundimos outras atitudes e sentimentos com esse conceito. E, com isso, corremos o risco de afetar nossas relações com as outras pessoas, mesmo que tenhamos as melhores intenções.

  • Empatia não é simpatia: simpatia é uma relação mais superficial, como quando você sorri e diz ao outro que “vai ficar tudo bem”, sem acolher seus sentimentos e entender a complexidade do que essa pessoa está realmente sentindo;
  • Empatia não é aconselhar: temos a mania de querer resolver tudo. Mal ouvimos o outro falar e já tentamos propor soluções, sendo que, às vezes, essa pessoa só quer poder falar e ser ouvida;
  • Empatia não é uma competição por problemas: outro erro comum é, numa tentativa de animar o outro, começarmos também a falar dos nossos próprios problemas. Assim, quando percebemos, estamos discutindo para saber quem sofre mais.

Empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro, sendo o outro. Sem julgar ou tentar encontrar uma solução. É se esforçar para estar aberto a enxergar para além do próprio ponto de vista. Envolve presença e escuta genuínas, que resultam em conexão entre duas pessoas.

Empatia envolve uma atitude de curiosidade e interesse. É preciso que você escute o outro, pergunte sobre seus sentimentos, entenda suas necessidades e desejos. Pois, apenas assim, conseguirá enxergar uma situação com os olhos do outro.

Estar aberto para a empatia requer lidar com uma dose de vulnerabilidade. Isso porque, ao se conectar com o que outra pessoa sente, você precisa primeiro estar atento e confortável em relação aos próprios sentimentos. Assim, conseguirá separar o seu ponto de vista dos demais. Isso significa que o autoconhecimento é peça-chave no processo de construir relações mais empáticas e profundas.

Segundo estudiosos de Inteligência Emocional, existem três tipos de empatia, são elas:

  • Empatia Cognitiva: entender o ponto de vista do outro, ou seja, a capacidade de entender os sentimentos e pensamentos de outra pessoa ao colocar-se no lugar dela;
  • Empatia Emocional: compartilhar os sentimentos do outro, sentindo o que o outro sente. Envolve um nível mais profundo de conexão emocional, onde é possível sentir até fisicamente o que o outro sente;
  • Empatia Compassiva: é simplesmente perceber que o outro precisa de ajuda e, assim, colocar-se à disposição para ajudar, respeitando o tempo e espaço dessa pessoa. Também pode ser chamada de preocupação empática.

A capacidade de se colocar no lugar de outra pessoa é uma das principais ferramentas da Inteligência Emocional. Ser uma pessoa empática muda a relação que temos com nossas próprias atitudes, comportamentos e sentimentos, e isso muda como nos portamos frente ao mundo em relação às outras pessoas.

Ao exercitar e desenvolver nossa capacidade empática, também ampliamos nossa visão de mundo, pois além de autoconhecimento, aprendemos a questionar nossas certezas e suposições, enxergando o mundo a partir de outras perspectivas.

A seguir, listei uma série de comportamentos que você pode adotar para ir em direção de uma vida mais empática. Confira!

  1. Avalie sua perspectiva em relação ao outro: esse deve ser um exercício constante. Saiba que sua percepção não é uma verdade absoluta, evite fazer julgamentos e pressuposições. Esteja realmente aberto para conhecer perspectivas diferentes da sua;
  2. Adote uma postura de curiosidade: pergunte e esteja disponível para ouvir, conheça os pontos de vista do outro, respeite suas opiniões;
  3. Escute verdadeiramente: saiba ouvir sem julgar e sem querer resolver os problemas do outro. Você precisa entender quais são os sentimentos e as necessidades dessa pessoa antes de querer eliminar desconfortos e propor uma solução baseada em sua experiência ou opiniões;
  4. Nem sempre você precisa falar: em determinadas situações, demonstrar compaixão é saber acolher, ouvir o que chega do outro, sem dizer nada em resposta;
  5. Comunique-se com clareza: para evitar ruídos e mal-entendidos, seja claro e assertivo em suas falas. Mostre-se disponível para ajudar, mas sempre mantenha uma atitude respeitosa perante o outro.

Agora que você já sabe o que é empatia, e já conhece os comportamentos que, apesar de parecerem empáticos, vão contra a mensagem desejada, fique atento para colocar essa atitude em prática no seu dia a dia e senti a melhoria em suas relações e também no seu processo de autoconhecimento.

Se você gostou dessas dicas e pensou em mais alguma, me conta aqui embaixo nos comentários, porque não tem nada melhor do que trocarmos experiências e aprendermos juntos!

Um abraço, e até a próxima 🙂

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Máscara

Máscaras faciais usadas durante a pandemia do Coronavírus.

Sonhei que esquecia de vestir a máscara.

Eu entrei no elevador, desci, caminhei pelo hall do prédio e sai pela portaria, cumprimentando Julia, a funcionária do turno da manhã. Ela respondeu com um aceno, sem levantar a cabeça, e continuou fazendo anotações em seu livro de registros.

Foi só quando coloquei os pés na rua e senti uma lufada de vento gelado batendo em meu rosto que percebi. Levei as mãos ao queixo, tensa, e confirmei: estava sem a usual máscara de tecido que cobria metade da face.

Afastei rapidamente as mãos, lembrando que tocara uma série de objetos pelo caminho e ainda não havia me higienizado com álcool em gel. Foi isso que a vida virou: limpeza, preocupação e culpa.

Dei meia volta, passando pelo portão de cabeça baixa, e refiz meu caminho, andando rápido, com medo de cruzar com alguém e precisar me explicar. O condomínio aplicava multas em quem transitava em área coletiva sem máscara.

Puxei a gola da blusa, para tentar cobrir a boca e o nariz, enquanto rezava para não encontrar com nenhum vizinho no elevador. A subida foi longa, e eu estava tão nervosa que sentia os dedos trêmulos enquanto tentava encaixar a chave na fechadura.

Parece que só me permiti respirar novamente assim que me vi no aconchego de minha sala. Antes, via minha casa como um local de descanso, agora, era meu espaço seguro, possivelmente o único onde me sentia à vontade e em paz. Podendo respirar sem um tecido roçando em meu rosto, coçar os olhos, comer e tocar livremente nos objetos, desde que estivessem higienizados, é claro.

Ouvi o som de uma música invadindo a sala e rompendo com meu silêncio. E então acordei.

Era o despertador.

Levei a mão ao rosto, tateando meu queixo, boca, e nariz. Estava tudo bem, ainda estava em casa. Me afundei debaixo nas cobertas e me espreguicei, tomando coragem para levantar.

***

Passei o dia todo pensando no sonho e na aflição por me sentir despida da nova vestimenta social: a máscara facial.

É curioso como mesmo algo extremamente incômodo pode se tornar um hábito. A máscara tem dupla função: nos protege dos outros, enquanto os protege de nós. No começo, me sentia incomodada e demorava a conseguir ajeitá-la no rosto junto com os óculos, de forma que as lentes não embaçassem, por conta da respiração.

Me sentia esquisita, feia. Contava os dias para que sua obrigatoriedade acabasse. Agora, mais de um ano depois, confesso que não sei se saberia reconhecer algumas pessoas sem ela na rua. A Julia, da portaria, por exemplo, está trabalhando aqui há seis meses, o que quer dizer que, apesar de nos cumprimentarmos diariamente, nunca vi metade de seu rosto.

 Também demorei para me acostumar a não cumprimentar as pessoas com um beijo no rosto ou aperto de mãos. Me parecia falta de educação, dizer “oi” sem me aproximar. Ao mesmo tempo, é estranho pensar no quanto nos expúnhamos desnecessariamente ao tocar tantas pessoas sem saber no que elas haviam tocado antes.

Higiene, saúde e proteção foram conceitos ressignificados durante a pandemia. Apesar de sentir falta da tranquilidade de não precisar me preocupar com tantos detalhes, espero que consigamos manter alguns dos hábitos de higiene recém adquiridos. Afinal, não há mal nenhum em lavar as mãos assim que se chega em casa, não é mesmo?

Não acredito que estejamos vivendo um “novo normal”, como tantas matérias sensacionalistas insistem em dizer. Ainda vivemos em meio ao caos e, apesar das previsões, ainda não sabemos como sairemos dessa. Transformados, eu tenho certeza.

Sei que a pandemia não acabou, a doença é uma ameaça, e o comportamento de algumas pessoas também. Luto diariamente para cuidar de minha saúde física e mental, estou aprendendo a conviver com minha ansiedade, já que ambas habitamos as paredes de minha casa. Tento cuidar das pessoas queridas à distância e cuido do coletivo ao colaborar, não saindo sem necessidade e tomando todas as precauções possíveis.

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6 motivos para organizar o ambiente à sua volta

Mesa de trabalho organizada. A imagem passa uma sensação de tranquilidade.

“Entra, e não repara na bagunça!”

Quantas vezes você já ouviu essa frase? E quantas vezes foi você quem disse?

Existe um mito de que cada um se entende com a sua bagunça. Eu discordo. E vou te mostrar o porquê neste artigo.

Por mais que você ache que sabe “se virar” no meio das suas coisas, o fato é que a falta de organização nos faz perder muito tempo no dia a dia, e pode ser fator gerador de estresse e ansiedade.

Uma vida mais organizada traz benefícios tangíveis para sua produtividade e garantem mais saúde e bem-estar.

Pra começo de conversa, é importante entender que organizar é encontrar soluções lógicas para as coisas e situações que permeiam nossas vidas. A partir do momento que você cria categorias e define lugares específicos para as coisas, deixa de usar parte da sua rotina para lidar com coisas fora do lugar.

Uma vez que essa forma de pensar vai se instalando e vira um hábito, é fácil levá-la para sua agenda, trabalho e qualquer outra área da vida.

Minha dica é começar organizando o espaço físico à sua volta, seja seu guarda-roupa no quarto, mesa do escritório, enfim, qualquer lugar que você onde você passe bastante tempo e necessite de ordem.

A seguir, você confere uma lista com 6 motivos para organizar seu espaço pessoal:

  1. Encontrar o que precisa de forma rápida: ao categorizar os itens, você economiza tempo da rotina, otimizando a forma como agrupa e armazena os itens, tornando mais fácil encontrá-los e guardá-los novamente, após o uso;
  2. Melhor utilização do espaço: facilita a limpeza e higienização do ambiente, além de conseguir usar melhor seu espaço, agrupando itens semelhantes e aproveitando da melhor forma possível o tamanho de cada compartimento ou ambiente;
  3. Economia: ao manter tudo em seu devido lugar, você evita gastos desnecessários, recomprando um item ou evitando que algum produto passe da validade parado na prateleira. Possibilita também que você encontre gargalos em suas finanças e tenha total controle do seu fluxo de caixa;
  4. Praticidade e funcionalidade: quando o ambiente está organizado, você consegue gerenciar melhor seu tempo, ganhando maior fluidez na rotina e evitando retrabalho com arrumações constantes;
  5. Sensação de bem-estar: um ambiente limpo e organizado traz mais conforto, contribuindo com a saúde física e mental. Estar em um lugar visualmente agradável também nos ajuda a elevar a autoestima e o bem-estar. Isso, sem contar que a sensação de “dever cumprido” é uma ótima aliada na redução do estresse e da ansiedade;
  6. Produtividade e Gestão de tempo: o resultado de uma boa organização é certeiro. Com o ambiente organizado, as coisas caminham com mais tranquilidade e você tem aumento significativo na produtividade. Com mais foco e menos mudanças de contexto, você consegue aumentar sua concentração e eficiência.

Organizando sua rotina, é possível fazer uma gestão inteligente do tempo. Tenha mais tempo para você e para fazer aquilo que realmente importa. Diga adeus à procrastinação.

Se você der uma chance para a organização, será recompensado com mais eficiência e produtividade. E, em breve, verá a diferença que um espaço organizado pode fazer em sua rotina.

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Noite de (são) João

Imagem de festa junina, é noite e há luzes e bandeirinhas espalhadas pela rua.

A lenha estalava na fogueira, fazendo com que algumas fagulhas pulassem pelo chão. A noite de São João era sempre muito fria, por isso estava feliz por ter vestido uma blusa de lã por baixo da camisa xadrez vermelha e preta.

Todos os anos, no final do mês de junho, eu vinha para São Manuel visitar minha avó. A cidade era pequena, não chegando aos cinquenta mil habitantes, completamente diferente do agito da capital que eu estava habituada. Mas uma coisa era certa: essa pequena cidade sabia fazer as melhores festas juninas do mundo inteiro. Desde criança, eu ficava ansiosa pela data: as comidas, os cheiros e o calor da fogueira recheavam algumas de minhas melhores memórias. A camisa que eu vestia era praticamente meu uniforme, a primeira coisa que eu lembrava de colocar na mala quando vinha para a cidade.

Minha tia era responsável por levar meus primos e eu até a praça, no centro, onde acontecia o arraiá. Com o passar dos anos, começamos a ir sozinhos, sem supervisão dos adultos. Agora que já éramos adultas, minha prima, Márcia, fazia parte da organização da festa. E foi assim que acabei sendo escalada para ficar na barraca de bebidas.

Aprendi a fazer vinho quente e prometi que passaria parte da noite recolhendo fichas dos visitantes e trocando por copinhos de isopor cheios de bebida. Estava triste por perder parte da festa, mas animada em conhecer os bastidores. E, como pagamento, ganhei uma cartela de fichas para gastar nas outras barracas.

– A base do quentão é a cachaça, enquanto o vinho quente é feito com vinho tinto e especiarias – explicava, pela milésima vez para um grupinho de moças que já estavam bêbadas.

Elas riram como se aquilo fosse a coisa mais engraçada que eu pudesse dizer.

No fim, o trabalho não era tão glamoroso, eu precisava conferir a identidade de adolescentes que tentavam comprar bebidas alcoólicas e então vender-lhes algo da geladeira dos não alcoólicos: água, chá gelado ou refrigerante.

Alguém chegou e me pediu uma caipirinha, como se estivéssemos em um bar, mas então percebi que era uma cantada de mal gosto, dado que eu estava maquiada como caipira, com excesso de blush nas bochechas e pintinhas cuidadosamente desenhadas com lápis delineador. Também tinha um remendo em formato de coração costurado no bolso traseiro de minha jeans, algo que vovó aprontou mais cedo em minha calça.

Paçoca, milho verde e bolo de fubá, eu só conseguia pensar nas comidas que me aguardavam enquanto servia bebidas e ouvia a música sertaneja que ecoava pelas ruas ao redor da praça. O antigo coreto estava todo decorado com bandeirinhas coloridas, que balançavam com o vento da noite.

Uma música animada começou a tocar e algumas pessoas se reuniram em volta da fogueira para dançar. Aproveitei a baixa no movimento para olhar a festa. Peguei meu celular, que estava dentro da bolsa, e comecei a tirar algumas fotos das decorações e dos figurinos. Ele se destacava no meio da multidão, vestindo uma calça jeans justa, uma camisa xadrez em tons de azul e um grande chapéu de palha pendurado na cabeça.

– E ai, Fabi, como estão as coisas? – Márcia perguntou, se apoiando no balcão.

– Tudo bem por aqui, mas eu quero aproveitar um pouco da festa – respondi com cara de pidona.

Funcionou, minha prima recolheu a cestinha de fichas da barraca, anotou o que precisava trazer e disse que logo voltaria para recarregar a geladeira e com alguém para me substituir. Fiz mais uma receita de vinho quente na panela que estava no pequeno fogão à gás improvisado na estrutura metálica da barraca, e logo Márcia voltou com um rapaz carregando um carrinho cheio de latinhas de refrigerante. Os dois encheram a geladeira e ele já assumiu meu posto.

Agradeci-lhe e sai, de braços dados com Márcia.

– E então, já conheceu algum gatinho? – ela perguntou, me cutucando.

– Só alguns bêbados que me passaram uma cantada ruim.

– Não é possível, não quero que você vá embora com essa imagem aqui do interior. Depois você volta para São Paulo e todo mundo fica me perguntando sobre minha prima chique da capital. E você, o que tem para falar sobre mim?

– Deixa de fazer drama, sua boba. Eu só tenho coisas boas para falar sobre você e sobre a cidade. E até parece que alguém pergunta sobre mim.

– Perguntam sim, minhas amigas, e alguns garotos. Aquele ali inclusive – disse, fazendo um gesto discreto com a cabeça – o João, no ano passado ele ficou um tempão atrás de mim fazendo perguntas sobre a senhorita. Mas você já estava no ônibus de volta a São Paulo.

Quando me virei para ver de quem ela falava, dei de cara com o rapaz do chapéu de palha.

– Ele é daqui? – perguntei

– Não, ele é de São Paulo também, mas faz faculdade em Bauru, ele e os amigos sempre vem pra cá na época das festas. Por que, se interessou?

– Não – gaguejei – só estou perguntando.

– Hum, sei – só falta você vir até minha cidade e arrumar um namorado primeiro que eu! – ela interrompeu nossa caminhada assim que chegamos na frente da casa da Dona Lourdes, que cedera sua garagem como depósito para a festa – Prima, posso te deixar um pouquinho? Preciso visitar outras barracas e conferir se está tudo certo.

– Sem problemas, vou aproveitar para ir comer, estou faminta. É uma tortura ficar sentindo esse cheirinho de milho verde no ar.

– Vai lá, e descobre se o caipira tem um amigo pra me apresentar!

Mostrei a língua, em sinal de brincadeira, e continuei caminhando pela festa. Comecei a passear entre as barracas, deixando os sons e cheiros me invadirem, reacendendo as boas lembranças que tinha daquele lugar.

Fiz minha primeira parada na barraca do milho, onde comprei uma pamonha. Fui até a fogueira para me aquecer enquanto comia. Não percebi que ele vinha em minha direção, caminhando distraído, enquanto digitava uma mensagem, até que ele esbarrou em mim, derrubando quase toda minha comida no chão.

– Ei, olha por onde anda! – falei, irritada.

– Desculpa, moça, eu te compro outra – ele se virou e só então o reconheci.

– Não, tudo bem, estou com mais fichas aqui.

– Espera, eu te conheço? – perguntou.

Senti meu rosto corar sob seu olhar fixo e agradeci por estar com as bochechas revestidas de maquiagem.

– Não sei, minha prima disse que você ficou perguntando sobre mim no ano passado – provoquei.

Ele ficou parado por algum tempo e eu pude perceber que vasculhava sua mente em busca de mais informações.

– A Márcia – completei.

– Você é prima da Marcinha? Não pode acreditar em tudo o que essa garota diz, não. Espera, você é a prima de São Paulo.

– A própria. Fabiana – disse, estendendo a mão. Ele se esquivou de minha mão e me cumprimentou com um beijo no rosto.

– João, prazer.

– Mais de um João na mesma noite, o santo e você.

Ele riu e se ofereceu novamente para comprar outra pamonha. Recusei, mas disse que aceitava sua companhia para comprar um cachorro quente.

Fomos caminhando até a barraquinha e ficamos conversando enquanto esperávamos na fila. João estava no terceiro ano da faculdade de engenharia civil em Bauru, e tinha planos de abrir um escritório assim que terminasse a graduação. Ficou interessado quando lhe contei que cursava psicologia e me encheu de perguntas sobre filósofos e pensadores da área.

Sentamos em um banco da praça para que eu pudesse comer meu lanche e ele a maçã do amor que comprara de uma moça que andava pela festa com uma grande cesta de doces. Quando percebi, já estava falando sobre Freud e Jung, como uma típica caloura de psicologia.

– E você pensa em voltar então? – perguntei.

– Sim – respondeu, ainda mastigando – em sampa tem mais oportunidades, e minha mãe me mataria se eu não voltasse. Eu vou pra casa pelo menos um final de semana por mês, para ficar com meus pais.

– Deve ser difícil passar tanto tempo longe de casa.

– Por um bom motivo eu voltaria todos os finais de semana.

Sorri e dei uma mordida em meu cachorro quente, sem saber o que responder. Mastiguei lentamente enquanto ele me olhava, sorrindo.

Olha a cobraaaaa!

É mentira!

Fomos interrompidos pelo som estridente da quadrilha que começou a ecoar pelas caixas de som.

– Dança comigo? – ele perguntou. Jogamos nossos pratinhos no lixo e seguimos para o centro da praça, onde todos se reuniam para dançar quadrilha, ao lado da fogueira.

Olha a chuva!

Já passou!

Nos posicionamos na fila de casais e começamos a dançar. João sorria e eu me sentia hipnotizada por seu olhar. Demos as mãos para passar dentro do túnel e eu não conseguia parar de rir. Apesar de frequentar a festa anualmente, eu sempre dava um jeito de me esconder na hora da dança. Mas essa noite, o ritual estava completo.

Assim que os casais se dispersaram novamente pela praça, João se aproximou e segurou em minha mão. Me aproximei, e ele se abaixou, juntando nossos lábios. Um beijo doce, como maçã do amor.

Lembrei que ainda precisava perguntar se ele tinha um amigo para apresentarmos a Márcia.

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Autocuidado: mais saúde e bem-estar em sua rotina

Foto com livro e vela acesa, em um espaço bastante confortável para um ritual de autocuidado.

Chegar em casa, tirar os sapatos apertados e sentir a maciez do tapete em contato com seus pés; fazer um chá quentinho para acompanhar a leitura de um livro; ouvir uma playlist enquanto faz as tarefas domésticas; desligar o celular e ir para a cama mais cedo.

Existem pequenas atividades que fazemos em nossa rotina que nos dão prazer e são formas de descansar, ter lazer ou mesmo cuidar da saúde. É esse conjunto de rituais que recebem o nome de autocuidado, e é sobre isso que vou falar no post de hoje. Confira!

Mas afinal, o que é Autocuidado?

Como o próprio nome já diz, autocuidado refere-se ao ato de cuidar de si mesmo. Por isso, para desenvolver tais hábitos, é preciso estar atento às próprias demandas e necessidades. Seus rituais devem estar sempre em harmonia com seus objetivos, interesses e prazeres.

Muitas coisas podem ser consideradas como ações de autocuidado. Seu maior objetivo é cuidar da própria saúde e promover sensação de bem-estar.

É aprender a se dar um respiro. É impossível sentir-se bem o tempo todo, mas, com um pouquinho de atenção aos próprios sentimentos e às demandas do organismo, é possível encontrar e aperfeiçoar um estilo de vida que lhe gere mais prazer do que desconforto. É adotar atitudes positivas em relação à vida, priorizando a saúde física e mental.

É importante lembrar que não existe fórmula mágica, se é um processo extremamente pessoal, é necessário que cada um descubra aquilo que lhe faz bem, ou seja, encontre suas próprias formas de se cuidar. Afinal, o que é cuidado para mim, pode não ser para você.

Isso quer dizer que vai além de fazer um SPA em casa ou praticar cuidados estéticos. Pode ser algo ainda mais básico, como se alimentar bem e ter um sono regulado, ou mais abrangente, como falar ao telefone com uma pessoa querida ou maratonar uma série em seu dia de folga.

Cuidar de si, por mais irônico que pareça, é uma atividade que requer prática, isso porque mesmo morando dentro de nosso corpo, é comum sermos negligentes quanto a alguns cuidados básicos. Por isso, é preciso adotar uma atitude de abertura e estar disposto a olhar para si e fazer alguns esforços para conseguir mudar sua rotina.

Em resumo, é conseguir acrescentar práticas saudáveis à rotina que beneficiem sua mente e/ou corpo. Isso também é uma forma de aumentar o amor próprio, ou seja, conhecer e respeitar seus limites, prezando por sentir-se bem consigo mesmo e com quem se é.

Uma vida equilibrada traz benefícios para qualquer pessoa. Independente de gênero ou idade, todos devem se preocupar com a saúde. E, os cuidados tendem a melhorar até mesmo nossas relações sociais, a vida financeira e aumentar a produtividade.

Quem não deseja levar uma vida com mais harmonia?

Se quer exercer o autocuidado, esteja pronto para uma transformação de pensamento e comportamento. Mudar ou criar hábitos requer disciplina, foco e determinação. É preciso fazer um esforço consciente para colocar as novas atividades em prática, até que elas sejam incorporadas ao seu dia a dia.

Junto com a prática, cresce o sentimento de valorização pessoal, ou seja, quando você conhece e respeita seu valor, é mais natural que consiga encontrar tempo e invista recursos e energias para cuidar de seu bem mais precioso: você!

O que o Autocuidado não é?

Faço questão de destacar: autocuidado não é egoísmo!

Tão importante quanto cuidar de amigos e familiares, é saber cuidar de si. E isso não significa que você não se importe ou não se preocupe com as outras pessoas. Quer dizer apenas que entende a importância de estar bem consigo mesmo para que possa então contribuir com o bem-estar coletivo.

Seja gentil com você mesmo e torne as suas necessidades uma prioridade constante. E assim terá disposição para ajudar no cuidado das pessoas que ama.

Para isso, será necessário reservar tempo para realizar suas atividades e praticar seus rituais de cuidado, talvez você precise dizer alguns “nãos” pelo caminho e estabelecer limites entre suas necessidades e as demandas externas. Saiba que não há mal nenhum em fazer isso, o segredo está em encontrar um equilíbrio em sua vida.

Qual a importância do Autoconhecimento nesse processo?

Saber reconhecer e atender às próprias necessidades é algo que exige prática. Priorizar suas próprias vontades não é algo que acontece do dia para a noite.

Praticar o autoconhecimento é essencial para entendermos nossas atitudes e a sincronia entre as reações do organismo e tudo aquilo que acontece em nossa vida. É praticar a autopercepção, entendendo o que se sente, pensa ou gosta.

Essa é uma ferramenta muito importante para a saúde como um todo, pois nos permite conhecer nossas condições físicas e emocionais. Assim, conseguimos entender e temos motivação para atender nossas necessidades pessoais, respeitando nossos próprios limites e buscando levar uma vida mais harmônica.

Já que somos seres inteiros, corpo e mente estão conectados. Por isso não adianta dar atenção a um e negligenciar o outro, sintomas costumam ser um aviso de que algo não vai bem. É preciso dedicar atenção e cuidados para se conhecer e entender o que gera um desconforto ou irritação. Conhecer nossos incômodos é o primeiro passo em direção a uma solução, mudança ou tratamento.

Autoconhecimento é um fator de Inteligência Emocional e pode ser desenvolvido com esforço e dedicação. A autoestima também é muito bem-vinda nesse caminho de descobertas, pois permitirá que acreditemos e valorizemos nossas próprias vontades e decisões.

Somente assim, com muita atenção e praticando no dia a dia é que você descobrirá quais práticas e rituais de autocuidado melhor funcionam para você. Não copie, experimente. Se questione sobre a experiência e tente, sempre que necessário, encontrar formas de gerar bem-estar a si mesmo.

Autocuidado e Saúde Física:

Cuidar do corpo contribui com a saúde e com a longevidade. Com um corpo saudável, nos sentimos mais dispostos a enfrentar os desafios que a vida nos impõe. Somos mais enérgicos, produtivos e eficientes.

A prática de atividades físicas, fazer caminhadas e ter uma alimentação equilibrada são bons exemplos de cuidados pessoais que podem e devem ser contínuos. Você também pode testar dança ou a prática de algum esporte.

Outra prática fundamental para qualquer pessoa, é adotar uma rotina equilibrada de sono, que garante o descanso do corpo e da mente para a reposição de energia. Dormir bem tem relação direta com uma vida mais equilibrada.

Além de movimentar e relaxar seu corpo, também pode experimentar pequenas práticas como criar um ritual de skincare (cuidados com a pele), o uso de um perfume que lhe seja agradável, um banho prolongado, ou uma roupa confortável. Explore todos os sentidos sensoriais e descubra seus gostos.

A atividade física e os estímulos sensoriais contribuem muito para a redução do estresse e da ansiedade, contribuem também com uma vida com menos patologias.

Autocuidado e Saúde Emocional:

Os cuidados com a saúde não se limitam ao organismo e, por isso, dedicar atenção ao seu estado emocional é tão importante quanto cuidar do corpo.

Sem autoconhecimento não conseguimos controlar nossas emoções. É muito importante entender e se conectar com suas emoções. Apesar de não pode evitar senti-las, pode desenvolver formas de lidar com cada uma delas. Pode também rever seus hábitos e modificar comportamentos, buscando trabalhar seus pontos fracos e usando seus pontos mais fortes como elementos que te darão força nessa jornada de autodescoberta.

Práticas como meditação e psicoterapia são grandes aliadas da saúde emocional. Porém, também são consideradas cuidadosas, atividades como: ler um livro, praticar um hobbie e reservar momentos para o lazer.

Se afastar de pessoas tóxicas e estreitar relações positivas e benéficas são formas de se cuidar e se valorizar a nível emocional. Aprender a determinar limites entre o que é aceitável para você ou não o auxiliará a escolher suas companhias e a melhor forma de usar seu tempo e energia.

Cuidar de si a nível emocional garante mais tranquilidade, contribuindo com uma vida mais equilibrada, melhores relações interpessoais e menos sentimentos negativos.

Como começar?

Se você chegou aqui, deve estar se perguntando: “Certo, e por onde eu começo?”. Não se apresse, não há segredo. A escolha das atividades fica por sua conta, mas separei algumas dicas sobre como introduzir hábitos em sua rotina. Veja só! 

  1. Comece com pequenos passos: Como todo hábito, precisa ser criado e repetido. Constância é mais importante do que volume. Comece uma mudança por vez, vá abrindo espaço em sua rotina para pequenos cuidados, dedique tempo e atenção a si mesmo. É assim que você aprenderá a se respeitar e valorizar.
  2. Marque um encontro com você mesmo: A rotina de autocuidados demanda tempo, por isso, reserve espaço na agenda para apreciar sua própria companhia. Cuide-se, faça exercícios, pratique o autoconhecimento e descubra o prazer em ter um hobbie pessoal.
  3. Experimente: Não tem receita, somos pessoas diferentes, da mesma forma que nossas necessidades e desejos. Espero que esse post sirva de inspiração, mas estas são apenas algumas sugestões de como você pode começar a se cuidar. Experimente atividades, crie rituais e se permita se descobrir, é uma aventura!
  4. Aprecie: O ideal é que os hábitos não sejam vistos como obrigações em sua rotina, e sim compromissos com você mesmo. Autocuidado requer conexão! Aprecie seus momentos para realmente se explorar e aprender mais sobre você, cuide do seu corpo, que é a sua casa; e da sua mente, que é seu guia.

Espero que o post sirva mais de inspiração do que guia. Autocuidado é uma jornada de aprendizado pessoal com o objetivo de trazer mais bem-estar para a vida de cada pessoa. Cuidar de si é o primeiro passo para uma vida mais plena e para estar apto a ir além, ajudando outras pessoas a terem o mesmo olhar e carinho por si.

Publicado em Textos, Textos-livre

Ativação Reticular

Céu em tons de rosa e roxo.

Talvez você já tenha ouvido falar em “Sistema Ativador Reticular”, ou S.A.R., para os íntimos. Esse sistema fica em nosso cérebro, sendo o responsável pela filtragem de toda informação que processamos. Já que não damos conta de absorver toda a informação e estímulos que estão à nossa volta, o S.A.R. funciona como um filtro, deixando entrar somente a informação que é relevante. Isso é o que nos permite focar nas coisas importantes.

Vou dar um exemplo prático: na semana anterior, em meio a uma reunião, conversei sobre Inteligência Emocional, um conceito tão em alta. No mesmo dia, reparei que tinha um livro com o mesmo título em minha estante. Claro, fora lido na época da faculdade, mas, apesar de olhar para a estante todos os dias, já havia me esquecido que ele estava ali. Logo naquele momento, reparei em sua presença. Que coincidência!

Depois disso, me deparei com o conceito de Inteligência Emocional em uma palestra sobre a importância do autoconhecimento para modificar comportamentos. Em seguida, uma ex-colega de escola postou em suas redes sociais que estava fazendo um curso online sobre o tema. Eu, graças à minha ativação reticular, fui atrás do tal curso.

A partir do momento que esse virou um tema para mim, ele passou a aparecer como mágica em minha tela e caixas de entrada. O termo “Propósito” foi outro que não tardou em transbordar por aí, chamando a minha atenção.

Tudo isso vem de encontro com meu atual momento emocional, estou extremamente tocada pelo tema do autoconhecimento. Venho a cada dia me convencendo de que talvez esse seja o caminho para me reencontrar.

Depois de tanto tempo trabalhando, me vi com medo de mudar, de explorar uma nova área e encerrar um caminho que venho percorrendo até então. E, principalmente, medo de colocar energia e expectativas em algo que talvez não dê resultados.

A verdade é que não sei o que quero, mas, pela primeira vez em muito tempo, me permiti explorar. Estou conhecendo uma nova área, entrando em contato, graças aos muitos e-books gratuitos sobre o tema e todo o conteúdo disponível na internet. Ainda tímida e muito receosa, comecei a estudar e pesquisar sobre novos assuntos. Mas, mais importante do que ser autodidata, é ter coragem de arriscar, não me contentar apenas em ser aluna, consumindo conteúdo de forma passiva, como um espectador assistindo a um jogo. Preciso conseguir entrar no meio do campo, para descobrir se há lugar para mim. É preciso enfrentar a folha em branco e começar a rascunhar. Afinal, sempre pode-se editar um rascunho, lapidar, aperfeiçoar. Enquanto o vazio continuará sendo o mesmo no fim do dia: nada.

Estou tentando me manter focada nisso, organizei um cronograma de estudos, pretendo praticar e acredito que só assim, entrando em contato com a área, é que posso desmistificar o processo de transição de carreira.

Publicado em Lifestyle, Textos

10 motivos para levar uma vida mais organizada

Mesa organizada para uma rotina mais produtiva.

Em meio a rotinas cada vez mais cheias, cada minuto do nosso tempo é valioso. Já se sentiu ansioso, ou mesmo sufocado, em meio à sua bagunça? Pois é, todos nós temos a nossa.

Então, continue a leitura até o final para descobrir como a organização pessoal pode transformar a sua vida.

A organização física do espaço que nos cerca é apenas a etapa inicial de uma vida nos trilhos. Organizar é encontrar problemas e criar uma lógica para resolvê-los. Ou seja, é propor soluções práticas, agrupando e categorizando itens, de modo que cada coisa tenha seu lugar pré-estabelecido.

Mas, longe de parar por aí, se você deseja levar uma vida organizada, precisa desenvolver a habilidade de manter a ordem, fazer planejamentos e segui-los.

As emoções têm papel fundamental na capacidade de se organizar, assim como, levar uma vida organizada, com rotinas estabelecidas, tem grande impacto no mundo interno.  Até nossa saúde física pode ser alterada a depender das condições ambientais à nossa volta.

Organizar-se é conseguir analisar o ambiente, as pessoas e a si mesmo, estabelecer planos e metas coerentes e ser capaz de seguir as ações planejadas. Assim, podemos entendê-la como um conjunto de hábitos e métodos que podem melhorar seu desempenho em diversas áreas da vida.

A seguir, você confere uma lista com 10 benefícios de incorporar a organização em seu dia a dia:

  1. Produtividade: Gastando menos tempo com bagunça e com mudanças de contexto, você se sentirá mais apto a focar no que realmente deve ser feito. A procrastinação vai embora e sua rotina fica mais eficiente;
  2. Economia: Talvez você não veja relação direta, mas a verdade é que ser organizado tem impacto real em sua saúde financeira, pois anotar e ter controle dos gastos te ajuda a poupar com coisas desnecessárias e a encontrar gargalos no orçamento. Planejando as despesas e anotando tudo, você obtém um uma visão geral de seu fluxo de caixa;
  3. Memória: Chega de tanto esforço para lembrar de tudo e frustração por não dar conta! Tenha uma agenda e/ou um bloco de notas à disposição. Anote seus afazeres, as tarefas novas que chegam e priorize seus compromissos. As listas são aliadas da organização e da nossa mente;
  4. Redução de Ansiedade: Conseguir visualizar todos os seus afazeres, traçar caminhos e prioridades, ajuda a reduzir a ansiedade. Além disso, a própria organização do ambiente físico pode ajudar a relaxar, por ser uma atividade que requer criatividade e foco no momento presente;
  5. Gestão de Tempo: Além do principal, que é parar de gastar seu tempo com bagunça e retrabalho (já que organização é criar uma ordem lógica e duradoura). Criar rotinas contribui com a otimização de suas tarefas. Anote seus compromissos na agenda, estabeleça horários para realizar suas atividades, e não deixe de reservar um tempinho para os imprevistos que aparecerão no dia a dia. Lembre-se sempre que descansar e recarregar as energias é necessidade básica do organismo e fundamental para quem quer levar uma vida mais produtiva; 
  6. Autoestima: Sim, a organização também contribui com a autoestima! A saúde mental é grande aliada e impactada na organização. Quando você percebe que sua vida está em ordem, consegue cumprir com seus combinados e tudo parece caminhar, se sente mais confiante e determinado. Isso sem falar na sensação de bem-estar de viver em um ambiente limpo e organizado;
  7. Cumprimento de Metas: Quando você consegue ter clareza sobre seus afazeres, delega tarefas e divide suas metas em pequenas atividades realizáveis, fica mais fácil manter o foco para executá-las pouco a pouco, rumo a seus objetivos;
  8. Redução de Estresse: À essa altura os pontos já estão se ligando sozinhos, não é mesmo? Uma vez que sua vida está organizada, você se sente bem, produtivo e consegue gerir melhor seu tempo, é natural que se sinta menos atarefado, pressionado ou estressado. Eu avisei que a organização e a saúde física e mental caminham juntas;
  9. Relacionamentos: Com menos fontes de estresse, uma rotina otimizada e conseguindo cumprir com suas estratégias, os relacionamentos interpessoais tendem a ter significativa melhora. Use a organização entre as pessoas com quem convive e logo será recompensado com seus benefícios, divida claramente tarefas, delegue responsabilidades e crie um sistema prático que funcione no ambiente de sua casa, trabalho, e onde mais desejar;
  10. Tempo: Eu sei que já falamos em tempo, mas tem coisa melhor do que sentir que sobra tempo no seu dia para aquilo que realmente importa? Reserve tempo para o lazer e o descanso, para estar com filhos e amigos, para se dedicar a um hobbie ou simplesmente para não fazer nada. Com esse conjunto, sua vida ficará mais equilibrada e harmônica.

           

Investir tempo hoje para pensar e estabelecer uma rotina fará uma verdadeira transformação em você!

Pense em sua rotina, entenda suas necessidades e comece já a elaborar seu plano de ação.