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Ressaca literária: o que é e como você pode sair dela

Já aconteceu de você terminar de ler um livro e não conseguir começar outra leitura? Seja por falta de vontade de embarcar em uma nova história ou por não conseguir se envolver na trama, o fato é que às vezes precisamos de um tempo.

E vou te contar um segredo: talvez você esteja sofrendo de ressaca literária.

Ressaca literária é um termo carinhosamente criado pelos leitores para definir aquele período entre livros quando você simplesmente não consegue ler. Geralmente, acontece depois de uma leitura incrível que te marca tanto que, quando termina, te faz perder o interesse em qualquer outra coisa – já que parece impossível superá-la.

Nesse período de hiato, nos sentimos tristes e alegres ao mesmo tempo, por ter terminado uma história tão boa, que nos cativou ou destruiu o coração (sem julgar preferências, rs). Isso gera um desânimo de entrar em outro universo literário, porque você ainda está profundamente imerso no anterior.

Outra possibilidade é que a ressaca aconteça após a leitura de uma obra muito cansativa, monótona ou extensa – a ponto de te fazer desistir e querer dar um tempo das leituras.

Alguns sinais de que você pode estar vivendo uma ressaca literária são:

  • Você ainda se sente muito conectado com os personagens da história;
  • Você pensa muito a respeito do universo criado pelo autor e, convenhamos, adoraria continuar vivendo nele;
  • Você está com o livro sempre por perto, faz anotações, lê e relê suas citações ou trechos favoritos;
  • Você já tentou se esforçar para começar um livro novo, mas fez muitas comparações e sente que não é  a mesma coisa. 

Os sintomas mais comuns são o desinteresse em começar novos livros, dificuldade para se concentrar, ou até sentir-se saturado do mundo da literatura. Mas pode ficar tranquilo, essa condição é normal e uma hora atinge a todos nós leitores.

A sensação que dá é a de que nunca mais encontraremos um livro tão bom ou uma história que nos prenda tanto.

A boa notícia é que a ressaca literária pode ser superada e o hábito da leitura retomado.

O primeiro passo para sair de uma ressaca é entender o motivo que te fez entrar nela. Pode ser que a vida esteja corrida e o cansaço é tanto que no seu tempo livre você só quer descansar e se distrair com coisas mais simples. Neste caso, respeite o seu tempo e não deixe a ansiedade dominar – colocar pressão em cima das leituras não ajuda em nada.

A seguir, separei algumas dicas valiosas para te ajudar a voltar a ler com regularidade:

  1. Converse com alguém sobre o livro: pode ser que você ainda esteja muito imerso na história de sua última leitura e, nesse caso, conversar com alguém sobre a trama pode ajudar. Pode ser uma pessoa que já leu o livro, se você conhecer alguém, ou então qualquer outra pessoa, pois falar sobre a história e fazer uma indicação irá te ajudar a entender o que te impactou tanto;
  2. Releia um livro: todo mundo tem seus queridinhos. Reler um livro é entrar em contato com uma história já conhecida, e isso pode ser aconchegante e trazer boas memórias. Assim, você não perde o ritmo e consegue, aos poucos, se desligar da narrativa que está te prendendo. Eu gosto tanto desse tema que escrevi um artigo inteiro sobre a experiência de reler livros, confira aqui;
  3. Leia contos: talvez se prender a uma nova trama e a novos personagens seja esforço demais neste momento. E é justamente por isso que os contos são uma ótima opção! Geralmente são curtos, fáceis de ler e tem uma alta capacidade de nos tirar da ressaca. E aproveito para fazer uma indicação bem pessoal aqui, meu conto “Malditos Morangos”, disponível na Amazon;
  4. Leia livros fáceis: se suas habilidades de leitura estão meio enferrujadas, procure livros leves, rápidos e fáceis de ler. A ressaca traz aquela sensação de fadiga, de leitura que não flui. Por isso, não hesite em investir em clichês ou leituras rápidas. Elas ajudam a destravar e então você pode seguir em frente;
  5. Não tenha medo de abandonar um livro: às vezes o problema não está no seu ritmo de leitura, e sim na obra escolhida. Por isso, se você sente que a leitura não está avançando, não se obrigue a ler até o final. A leitura precisa ser prazerosa, e se o livro não está te acrescentando nada, talvez ele não seja para você – pelo menos não neste momento. Por isso, desistir não é só uma possibilidade, como pode ser a solução para retomar as leituras;
  6. Experimente mudar de gênero: talvez você esteja consumindo o mesmo gênero, autor ou formato de livro há muito tempo e a sensação de estar estagnado pode vir daí. Experimente alternar gêneros e até ler algo completamente novo. Explore os livros e talvez você descubra algo que combine melhor com o momento atual da sua vida;
  7. Tente ler mais de um livro ao mesmo tempo: alternar entre formatos e estilos também ajuda a destravar a leitura. Se uma obra estiver muito densa, você pode intercalar com uma leitura leve e fluída. Eu, por exemplo, gosto de alternar sempre entre um livro de ficção e um tema de estudos do meu interesse. Conto tudo sobre isso aqui;
  8. Dê um tempo: e às vezes não adianta insistir. Você deve respeitar o seu tempo e procurar outras mídias e formatos de conteúdo para se entreter. Explore os catálogos de séries e filmes e se permita explorar novas possibilidades, até que em algum momento você encontrará o livro certo e a vontade de ler voltará de forma natural.

A verdade é que ler é igual a andar de bicicleta: a gente aprende na prática e não esquece mais. Para conquistar o hábito da leitura, você precisa encaixar os livros em sua rotina, de forma prazerosa. Se quiser saber mais sobre como criar e manter esse hábito, recomendo a leitura deste artigo, que segue sendo um dos mais acessados aqui no blog.

Respeite o seu tempo e se permita sentir a ressaca literária. Aos poucos, as coisas voltam a se encaixar e um livro cativante surgirá em seu caminho. Aproveite-o até a próxima ressaca 😉

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Leitura e empatia

Você que me acompanha por aqui sabe que sou apaixonada por literatura e vivo defendendo os livros e o hábito da leitura, não é mesmo?

Isso porque não importa o estilo de livros que você goste de ler, pode estar certo de que reservar um tempinho para a leitura em sua rotina só trará benefícios. Separei alguns deles aqui:

  • Enriquece o vocabulário;
  • Ajuda a desenvolver a habilidade de comunicação, pois quanto mais você ler, mais facilidade tem para escrever e se expressar;
  • Oferece visões de mundo e pontos de vista diferentes, funcionando como uma excelente expansão de consciência;
  • Ensina coisas novas;
  • Desperta a curiosidade e dá vontade de ler ainda mais;
  • Estimula a capacidade imaginativa e é um alimento para a criatividade;
  • Aumenta o repertório cultural;
  • Auxilia na capacidade de entender e interpretar fatos e dados;
  • Apresenta novas possibilidades e realidades;
  • Oferece a chance de conhecer outros mundos sem precisar sair do lugar.

O poder da literatura

A literatura é a arte das palavras, que pode ou não ser baseada em fatos reais. Por meio dela, os autores criam narrativas que imitam a realidade e, mais do que isso, vão além. Existem autores com uma incrível capacidade imaginativa que nos presenteiam com universos inteiros saídos de suas mentes. 

Ao ler uma história, nós mergulhamos de cabeça no mundo dos personagens. A depender do tipo de narração, podemos saber tudo o que acontece à volta dos protagonistas, ou então conhecer até mesmo seus pensamentos mais íntimos.

Acompanhar as experiências destes personagens nos permite experimentar novas possibilidades e conhecer uma realidade diferente da nossa.

O que eu quero dizer é que as histórias têm a capacidade de nos emocionar e nos ensinar. Criamos vínculos com aqueles personagens que nos identificamos, vibramos por suas conquistas e podemos até sentir reações de raiva perante seus antagonistas.

Essas emoções nos revelam como a literatura tem a capacidade de mexer com as nossas emoções e que, dessa forma, podemos aprender com ela. Lendo um livro, você pode repensar uma situação passada e tem a chance de ressignificar um acontecimento de sua própria história.

O olhar distanciado para uma história que não é a sua, apesar de semelhante, pode te ajudar a ter uma nova perspectivas sobre suas vivências. E é aí que a mágica acontece!

Leitura e Empatia

Quando lemos uma obra de ficção, nos tornamos aptos a compreender as pessoas e suas intenções. É isso mesmo: nós conseguimos aprender com os personagens ao explorar como os acontecimentos de suas vidas se desdobram.

Estudos comprovam que ler ficção pode aumentar nossa capacidade de sentir empatia por outras pessoas. O que acontece é que o leitor tem a oportunidade de formar ideias sobre as emoções, motivações e pensamentos dos outros personagens. E, a partir daí, transferir esse conhecimento e sensibilidade para sua vida real.

O psicólogo e romancista Keith Oatley, explica que quem lê ficção pode ampliar sua experiência social, e isso ajuda a entender as relações à sua volta.

A oportunidade de criar empatia com a história pessoal de alguém e conhecer sua vida íntima — mesmo que seja de um personagem fictício — melhora nossa compreensão sobre o mundo. Isso quer dizer que nós podemos conhecer mais sobre as nossas emoções e relações ao explorar a vida afetiva dos personagens que encontramos nos livros.

A empatia também aumenta do fato de conseguirmos compreender melhor que é normal que as pessoas tenham opiniões e visões de mundo diferentes da nossa.

Então, se você já se sentiu emocionado ou emocionada ao ler um livro, comemorou a vitória de um personagem como se fosse sua ou já teve vontade de se mudar para o mundo que encontrou dentro de um livro, fique sabendo que isso acontece porque os livros têm um forte impacto emocional sobre nós.

Quando embarcamos em uma leitura, tendemos a tratar as experiências ali narradas como se elas fossem reais. Enquanto você lê e absorve as palavras daquela história, ela realmente existe e se passa em sua mente.

Para exercitar sua capacidade empática por meio da literatura, você precisa de duas coisas:

  1. Frequência: não se constrói inteligência emocional de um dia para o outro. Transformar a leitura em um hábito é o que te ajudará a treinar sua percepção e ficar mais atento às emoções — suas, dos personagens e das pessoas à sua volta;
  2. Interesse: é claro que, para que essa imersão aconteça, você precisa realmente gostar da história e se sentir conectado a ela. Infelizmente não é qualquer livro que tem o poder de nos transportar para outros mundos. Por isso, é importante encontrar o seu tipo de leitura — e aqui não tem julgamento sobre o que é melhor ou pior, certo ou errado — literatura boa é aquela que você gosta e que te envolve tanto que até te faz perder a noção do tempo!

Cada livro é uma nova chance de conhecer um universo completamente novo e de enxergar a vida através de outro olhar.

Quando uma história nos toca e nos conectamos com ela, aproveitamos essa visão privilegiada e algo dentro de nós muda. É possível sentir seu impacto em nossa vida mesmo depois de terminar a leitura.

Por isso, acredito que uma estante diz muito sobre o seu dono. Afinal, ali estão os livros que ajudaram a moldar sua forma de pensar, se abrir para sentimentos e se tornar a pessoa que é hoje.

Clique aqui para conferir uma série de dicas que vão te ajudar a conquistar de vez o hábito da leitura. E acompanhe o blog para não perder as postagens, aqui sempre tem lugar pra gente enaltecer a literatura e os livros ❤.

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Vale a pena reler livros?

Começo o texto de hoje com uma pergunta polêmica: Você relê livros? Por qual motivo?

Eu realmente acho que a vida é muito curta para ler todos os livros que que desejo conhecer. Sei que algumas pessoas veem a releitura de obras como um “desperdício de tempo”. Afinal, para que reler os mesmos livros, se ainda há tantos novos para descobrir?

Mas eu te garanto que há bons motivos para revisitar um livro. Além de tipos diferentes de leituras, que também geram experiências diversas.

Se você quiser entender melhor do que eu estou falando, siga a leitura até o final para descobrir algumas das experiências que uma releitura pode te proporcionar e, de quebra, receber algumas dicas sobre boas oportunidades para dar uma segunda chance a um livro da sua estante.

Vamos nessa?

Tipos de Livros

Em primeiro lugar, você precisa ter uma razão que te motive a voltar a um livro, concorda? Isso dependerá de acordo com o tipo de livro. Vejamos alguns exemplos:

  • Livros Teóricos: podemos estudar um mesmo tema em diferentes momentos de nossas carreiras. Além disso, uma releitura também pode ajudar a assimilar melhor alguns conceitos, caso você esteja lidando com muitas informações. O interessante é que cada experiência pode ser muito particular, uma vez que a cada leitura carregamos uma bagagem maior de conhecimentos. Você pode reler o livro todo, alguns trechos, ou então as anotações que fez ao longo da primeira leitura. Livros teóricos são um excelente material de estudo e, por isso, devem ser lidos sempre que necessário;
  • Livros de Consulta: esses talvez não configurem uma releitura propriamente dita. Mas são aqueles livros que servem para tirar dúvidas – podem ter os principais conceitos de uma área, modelos, citações, exemplos, dicas ou sugestões. É o famoso “livro de cabeceira”, ao qual você pode retornar sempre que tiver uma dúvida ou curiosidade. A ideia não é reler o livro inteiro, mas procurar exatamente aquilo que te interessa em determinado momento. Em resumo, são livros que devem ficar à disposição para eventuais consultas;
  • Biografias: se você admira uma celebridade, político ou qualquer personalidade, pode se interessar por consumir sua biografia. Porém, esse tipo de leitura pode ser densa para ser feita toda de uma vez. Por isso, assim como nos livros de consulta, você pode retornar às biografias sempre que desejar, caso queira se lembrar de um evento em especial, de uma citação, ou passagem marcante. O maior objetivo ao ler uma biografia é se inspirar, então é esperado que isso aconteça mais de uma vez;
  • Livros de Ficção: a literatura pode ser uma grande companheira ao longo da vida. Por meio da ficção, temos a oportunidade de viajar para diferentes mundos e realidades, mesmo sem sair do lugar. Mesmo sem um objetivo formal, um livro pode ser relido simplesmente porque você deseja ter um novo encontro com ele. Você pode querer reviver uma experiência ou então dar uma nova chance a uma história. É sobre isso que falaremos nos próximos tópicos.

7 Motivos para reler um Livro

Em geral, quando você pergunta a alguém o motivo dessa pessoa querer reler um livro, a resposta é simples: porque gosto dele! Quando criamos uma conexão com uma história, podemos sentir o desejo de reviver a experiência. Mas os motivos podem ir muito além disso. Confira!

  1. Para matar a saudade: é o motivo número um mesmo. Quando gostamos de uma história e de seus personagens, a experiência de retornar ao livro pode ser muito satisfatória. Aquela nostalgia gostosa, sabe? Uma sensação de familiaridade. Por isso, não hesite em revisitar seus velhos amigos;
  2. Melhor compreensão: seja um livro teórico ou ficcional, o fato é que algumas obras podem ser bastante densas, e talvez não dê para absorver tudo em uma única leitura. Por isso, você pode voltar em busca de alguns detalhes ou mesmo do pacote completo, tentando assimilar melhor o conteúdo. Uma segunda leitura pode te ajudar a compreender melhor as ideias do autor;
  3. Apreciar a obra: algumas obras são tão boas – seja na construção da narrativa, nos conceitos apresentados, ou mesmo nas frases bonitas e memoráveis – que você pode querer retornar por puro prazer, e não tem problema nenhum nisso;
  4. Resgatar conceitos: lembra que falamos sobre os livros de consulta? Um dos motivos para retornar a uma leitura pode ser a vontade de relembrar um conceito ou frase. Uma segunda leitura te permite achar os pontos chave com mais facilidade, então volte ao texto sempre que necessário;
  5. Absorver detalhes: alguns livros têm uma narrativa tão rica e detalhada que, por mais façamos uma leitura atenta, é difícil absorver todos os detalhes. Por isso, você pode retornar a ele depois de conhecer a trama central e, assim, conseguirá prestar atenção a sutilezas que tenham escapado em seu primeiro contato com a obra;
  6. Ler a história sob outro ponto de vista: após algum tempo e com uma nova bagagem, podemos ter um outro olhar sobre a mesma obra. Ler um mesmo livro no primeiro e no último ano da faculdade, por exemplo, podem proporcionar experiências completamente diferentes. O mesmo vale para um livro lido na adolescência e relido na vida adulta. Recomendo fortemente a experiência;
  7. Dar uma segunda chance: simples assim. Sabe aquele livro que você tentou ler e não gostou? Mas todas as pessoas parecem falar bem dele e você se pergunta o motivo de não ter se conectado com ele… Talvez você possa experimentá-lo novamente depois de algum tempo. Por mais que o livro permaneça o mesmo, você com certeza já mudou.

Tipos de Releitura

Ler um livro pela primeira vez é como abrir uma janela: você ainda não sabe o que vai encontrar do outro lado, mas há todo um mundo te esperando do outro lado. Você pode ter um vislumbre inicial da história, mas é aos poucos que uma imagem vai se formando à sua frente. Nesse sentido, uma segunda leitura pode oferecer uma experiência diferente. Como você já sabe o que vai acontecer, está mais confortável para prestar atenção e absorver detalhes. Desta vez, por não estar tocado pela curiosidade, pode fazer uma leitura mais crítica e reflexiva.

O fato é que a maneira como interpretamos um livro tem muito a ver com o nosso momento presente. A cada leitura, você será influenciado pelo conjunto de sentimentos, conceitos e opiniões que fizerem parte de seu cotidiano.

E é justamente essa a mágica do reencontro com uma obra!

Segundo o dicionário, “releitura” é a ação de interpretar novamente alguma coisa, acrescentando algo novo e original. E é exatamente isso o que fazemos ao nos depararmos com novos sentidos ao ler as mesmas páginas mais uma vez.

Eu acredito que existem dois tipos de releituras. Às vezes, reler um livro é como reencontrar um velho amigo e descobrir que algumas coisas nunca mudam. É encontrar conforto, voltar para um lugar conhecido. Da mesma forma que nos deliciamos com séries ou filmes que já memorizamos até as falas. Me refiro aqui àquelas leituras íntimas, acompanhadas de bastante nostalgia.

Por outro lado, às vezes nos deparamos com uma mesma obra em diferentes momentos da vida, e a cada leitura é possível ter uma percepção diferente, afinal, carregamos nossa própria história e bagagem de experiências, e estamos em constante mudança.

Então, é possível que um livro que você tenha gostado uma vez possa não te agradar em uma releitura. E, ao contrário, um livro que não tenha agradado no início, pode ser uma boa surpresa na segunda tentativa, mudando completamente sua opinião sobre ele.

Oportunidades para reler um livro

Se você fica naquele impasse entre ler um livro novo ou reler um já conhecido, se liga nessas dicas de momentos que podem ser boas oportunidades de embarcar em uma releitura:

  • Aprendizado: quando você precisa estudar e aprender – ou reaprender – um conceito, e decide recorrer às referências de sua área;
  • Lançamento de novas edições: se você for um colecionador de livros como eu, ocasionalmente deve se encantar com o lançamento de uma nova edição de uma obra já conhecida. Acertei? Quando comprar um livro repetido, pode aproveitar o momento para entrar em contato com a obra novamente, desta vez na nova edição;
  • Antes do lançamento de uma adaptação: sabe a alegria que dá quando um livro que a gente gosta vai receber uma adaptação nos cinemas ou então virar uma série? Antes de assistir a nova versão da obra, você pode querer se reencontrar com a original;
  • Antes do lançamento da continuação:  quem acompanha séries ou sagas, sabe que às vezes um novo volume pode demorar tanto para sair que a gente mal lembra em que ponto a história parou. Reler os volumes já lançados pode ser uma boa oportunidade de relembrar os detalhes e voltar para a familiaridade daquela história. Desta forma, com certeza o lançamento será mais bem aproveitado.
  • Ler em outro idioma: uma dica para quem está aprendendo outro idioma é ler um livro já conhecido. E essa é uma dica dois em um, você tem a oportunidade de retornar a uma história conhecida e pode ler no novo idioma algo que já conhece e tem familiaridade com o contexto;
  • Participar de um clube do livro: com as redes sociais, é cada vez mais comum ver leitores se reunindo para discutir suas obras favoritas. Isso deu força ao chamado “Clube do Livro” que, apesar de suas variações, consiste basicamente em um conjunto de pessoas que lê a mesma obra dentro de um prazo combinado e depois se reúne para compartilhar impressões e trocar experiências.

Chegamos a uma conclusão?

Não sei, essa resposta é muito pessoal. Então vou deixar que você me conte aqui nos comentários para continuarmos essa conversa.

É claro que nem todos os livros precisam ou devem ser relidos. Crie critérios para selecionar as obras que você deseja reler, de acordo com seus objetivos e suas vontades. Você não precisa se forçar a fazer uma leitura, especialmente se estiver lendo por lazer.

Eu acredito que vez ou outra precisamos retornar às bases, ou mesmo dar uma nova chance. O importante é o quanto uma releitura nos faz florescer, pois além do conteúdo absorvido, temos a oportunidade de nos reencontrarmos com nós mesmos, descobrindo o quanto mudamos entre uma leitura e outra.