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Ressaca literária: o que é e como você pode sair dela

Já aconteceu de você terminar de ler um livro e não conseguir começar outra leitura? Seja por falta de vontade de embarcar em uma nova história ou por não conseguir se envolver na trama, o fato é que às vezes precisamos de um tempo.

E vou te contar um segredo: talvez você esteja sofrendo de ressaca literária.

Ressaca literária é um termo carinhosamente criado pelos leitores para definir aquele período entre livros quando você simplesmente não consegue ler. Geralmente, acontece depois de uma leitura incrível que te marca tanto que, quando termina, te faz perder o interesse em qualquer outra coisa – já que parece impossível superá-la.

Nesse período de hiato, nos sentimos tristes e alegres ao mesmo tempo, por ter terminado uma história tão boa, que nos cativou ou destruiu o coração (sem julgar preferências, rs). Isso gera um desânimo de entrar em outro universo literário, porque você ainda está profundamente imerso no anterior.

Outra possibilidade é que a ressaca aconteça após a leitura de uma obra muito cansativa, monótona ou extensa – a ponto de te fazer desistir e querer dar um tempo das leituras.

Alguns sinais de que você pode estar vivendo uma ressaca literária são:

  • Você ainda se sente muito conectado com os personagens da história;
  • Você pensa muito a respeito do universo criado pelo autor e, convenhamos, adoraria continuar vivendo nele;
  • Você está com o livro sempre por perto, faz anotações, lê e relê suas citações ou trechos favoritos;
  • Você já tentou se esforçar para começar um livro novo, mas fez muitas comparações e sente que não é  a mesma coisa. 

Os sintomas mais comuns são o desinteresse em começar novos livros, dificuldade para se concentrar, ou até sentir-se saturado do mundo da literatura. Mas pode ficar tranquilo, essa condição é normal e uma hora atinge a todos nós leitores.

A sensação que dá é a de que nunca mais encontraremos um livro tão bom ou uma história que nos prenda tanto.

A boa notícia é que a ressaca literária pode ser superada e o hábito da leitura retomado.

O primeiro passo para sair de uma ressaca é entender o motivo que te fez entrar nela. Pode ser que a vida esteja corrida e o cansaço é tanto que no seu tempo livre você só quer descansar e se distrair com coisas mais simples. Neste caso, respeite o seu tempo e não deixe a ansiedade dominar – colocar pressão em cima das leituras não ajuda em nada.

A seguir, separei algumas dicas valiosas para te ajudar a voltar a ler com regularidade:

  1. Converse com alguém sobre o livro: pode ser que você ainda esteja muito imerso na história de sua última leitura e, nesse caso, conversar com alguém sobre a trama pode ajudar. Pode ser uma pessoa que já leu o livro, se você conhecer alguém, ou então qualquer outra pessoa, pois falar sobre a história e fazer uma indicação irá te ajudar a entender o que te impactou tanto;
  2. Releia um livro: todo mundo tem seus queridinhos. Reler um livro é entrar em contato com uma história já conhecida, e isso pode ser aconchegante e trazer boas memórias. Assim, você não perde o ritmo e consegue, aos poucos, se desligar da narrativa que está te prendendo. Eu gosto tanto desse tema que escrevi um artigo inteiro sobre a experiência de reler livros, confira aqui;
  3. Leia contos: talvez se prender a uma nova trama e a novos personagens seja esforço demais neste momento. E é justamente por isso que os contos são uma ótima opção! Geralmente são curtos, fáceis de ler e tem uma alta capacidade de nos tirar da ressaca. E aproveito para fazer uma indicação bem pessoal aqui, meu conto “Malditos Morangos”, disponível na Amazon;
  4. Leia livros fáceis: se suas habilidades de leitura estão meio enferrujadas, procure livros leves, rápidos e fáceis de ler. A ressaca traz aquela sensação de fadiga, de leitura que não flui. Por isso, não hesite em investir em clichês ou leituras rápidas. Elas ajudam a destravar e então você pode seguir em frente;
  5. Não tenha medo de abandonar um livro: às vezes o problema não está no seu ritmo de leitura, e sim na obra escolhida. Por isso, se você sente que a leitura não está avançando, não se obrigue a ler até o final. A leitura precisa ser prazerosa, e se o livro não está te acrescentando nada, talvez ele não seja para você – pelo menos não neste momento. Por isso, desistir não é só uma possibilidade, como pode ser a solução para retomar as leituras;
  6. Experimente mudar de gênero: talvez você esteja consumindo o mesmo gênero, autor ou formato de livro há muito tempo e a sensação de estar estagnado pode vir daí. Experimente alternar gêneros e até ler algo completamente novo. Explore os livros e talvez você descubra algo que combine melhor com o momento atual da sua vida;
  7. Tente ler mais de um livro ao mesmo tempo: alternar entre formatos e estilos também ajuda a destravar a leitura. Se uma obra estiver muito densa, você pode intercalar com uma leitura leve e fluída. Eu, por exemplo, gosto de alternar sempre entre um livro de ficção e um tema de estudos do meu interesse. Conto tudo sobre isso aqui;
  8. Dê um tempo: e às vezes não adianta insistir. Você deve respeitar o seu tempo e procurar outras mídias e formatos de conteúdo para se entreter. Explore os catálogos de séries e filmes e se permita explorar novas possibilidades, até que em algum momento você encontrará o livro certo e a vontade de ler voltará de forma natural.

A verdade é que ler é igual a andar de bicicleta: a gente aprende na prática e não esquece mais. Para conquistar o hábito da leitura, você precisa encaixar os livros em sua rotina, de forma prazerosa. Se quiser saber mais sobre como criar e manter esse hábito, recomendo a leitura deste artigo, que segue sendo um dos mais acessados aqui no blog.

Respeite o seu tempo e se permita sentir a ressaca literária. Aos poucos, as coisas voltam a se encaixar e um livro cativante surgirá em seu caminho. Aproveite-o até a próxima ressaca 😉

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Ler mais de um livro ao mesmo tempo: descubra os benefícios e mais 7 dicas para aproveitar a leitura

Ler mais de um livro ao mesmo tempo é uma prática comum entre os leitores assíduos. Mas pode ser uma novidade desafiadora para quem está tentando adquirir o hábito da leitura.

Estudos revelam que a leitura não traz benefícios apenas para o momento presente, mas ajuda também a proteger o cérebro contra o surgimento de doenças neurodegenerativas – como a demência e o Alzheimer.

O hábito de ler mais de uma obra simultaneamente também contribui muito com a atividade mental, uma vez que estimula o cérebro a lembrar de mais coisas e abre espaço para mais memórias, além de aguçar a concentração.

O hábito da leitura no Brasil

Apesar de existirem hoje comunidades de leitores dominando espaços digitais e divulgando uma série de obras – literárias e de não ficção –, o panorama geral do nosso país não é tão animador.

Segundo dados de uma pesquisa realizada pelo Instituto Pró-Livro (IPL) em 2019,  o número de leitores no país caiu de 56% para 52%, totalizando 4,6 milhões de pessoas. Essa pesquisa considera como leitor toda pessoa que leu pelo menos um livro (inteiro ou em partes) nos últimos três meses antes da aplicação da entrevista.

Os dados apontam que o brasileiro lê, em média, cinco livros por ano — mas apenas dois e meio completos.

Diante deste cenário, surge a urgência de conscientizar mais pessoas sobre a importância da leitura e incentivar o hábito.

Ler mais de um livro ao mesmo tempo é uma forma de aprender, se entreter e reforçar a criação de uma rotina que inclua mais livros, cultura e vocabulário.

Vale a pena ler mais de um livro ao mesmo tempo?

Quem me conhece sabe que eu não saio de casa sem ter ao menos um livro em minha companhia – não raro, você encontra mais do que um exemplar em minha bolsa. Tenho desde muito cedo o costume de ler como forma de aproveitar o tempo em intervalos como filas e salas de espera.

Desde que entrei na faculdade, esse hábito cresceu muito e comecei a conciliar leituras simultâneas para poder ler os materiais que os professores recomendavam sem abandonar a literatura, que é tão importante para o meu lazer e descanso.

E hoje eu vim dividir com vocês as 10 principais vantagens que eu percebo nesse hábito:

  1. Melhora a memória e a capacidade de reter informações: ao ler sobre mais de um assunto, você estimula seu cérebro a absorver mais informações, reter memórias e também a fazer mais associações entre os livros, ou seja, contribui para o desenvolvimento de pensamento crítico;
  2. Alternância entre temas: às vezes uma leitura pode ser densa e cansativa e, por isso, variar livros com diferentes temas e níveis de dificuldade é uma boa maneira de não abandonar os livros e se manter firme na leitura. Se um dos livros cansar e você precisar fazer uma pausa, outro estará à sua espera;
  3. Melhora o foco e a concentração: por estar trabalhando com mais informações e retendo um número maior de memórias, você treina a habilidade de se focar em cada assunto, e isso passa a se refletir em outras áreas da sua vida;
  4. Aprender sobre diferentes temas: somos seres plurais e temos diversos interesses. Se você se organizar, pode estudar sobre assuntos diferentes em paralelo e aprender sobre mais de um tema ao mesmo tempo;
  5. Expansão de vocabulário: ler mais de um livro te mostra diferentes formas de contar histórias e, ao entrar em contato com diferentes estilos de escrita, você adquire mais vocabulário e aumenta seu repertório cultural;
  6. Estimula a criatividade: a variedade de histórias fictícias e/ou temas de interesse, expande nossos horizontes e conhecimentos, nos tornando pessoas de pensamento mais ágil e criativo;
  7. Mescla estudos com lazer: se você precisa estudar e tem um compromisso, é comum que se foque nesse aprendizado. Porém, é possível encaixar livros mais leves na rotina como forma de descansar dos assuntos teóricos e ter um momento de lazer – lendo um livro de literatura ou poesia, por exemplo;
  8. Distribui o peso dos livros: pode ser que você queira ler um romance de quase mil páginas, ou esteja lendo um livro de referências enorme e pesado. Se você não quiser carregar esses calhamaços por aí, pode alterná-lo com um livro mais curto e leve. Deixando os livros maiores em casa, você torna a experiência da leitura mais confortável, e este pode ser um incentivo para não perder o ritmo; 
  9. Aumenta o volume de leituras: lendo mais de um livro ao mesmo tempo, você amplia a variedade de temas estudados e também tem a oportunidade de aumentar o número de livros lidos, uma vez que as leituras começam a fluir melhor e mais rápido com o tempo;
  10. Satisfação pessoal: se sua meta é ler mais livros, parabéns! Conquistar o hábito da leitura nos dá a sensação de que estamos aproveitando o tempo com temas prazerosos e que agregam valor para a vida – pessoal e profissional. 

Como vimos, existem muitas vantagens em organizar suas leituras e aproveitar o tempo para ler mais livros. Mas aqui vai um alerta: é preciso ter cuidado para não se atrapalhar no início do processo e nem perder a motivação. Entre as maiores dificuldade de quem está começando estão:

  1. Você pode se confundir: para algumas pessoas, lembrar de dois enredos, diferentes temas ou personagens de uma vez pode ser demais. É possível que você se sinta perdido e confunda as narrativas uma com a outra, estragando a experiência de ambas as leituras;
  2. Perder o foco: algumas pessoas começam a ler diversos livros, mas não terminam nenhum. Quando o foco muda muito rápido, pode ser difícil se demorar em uma história. Por isso é importante selecionar cada leitura e assumir um compromisso com os livros. Começar muitas leituras pode realmente ser pouco proveitoso;
  3. Preferir apenas as leituras fáceis: especialmente quando você divide seu tempo entre uma leitura por lazer e um estudo, pode ser uma tentação ler apenas o livro mais leve e prazeroso – é preciso encontrar um equilíbrio.

Como várias partes do nosso cérebro são ativadas durante a leitura, ao ler mais de um livro ao mesmo tempo, estamos fazendo-o trabalhar com mais intensidade e exercitando nosso potencial cognitivo. Isso já faz valer o desafio de dar uma chance para as leituras simultâneas!

7 dicas para aproveitar melhor a leitura

Se você está começando agora, se liga nessas dicas para aproveitar melhor as leituras e organizar os diferentes livros:

  1. Misture gêneros literários e/ou teóricos: para não se confundir, você pode optar por ler livros de diferentes gêneros. Por exemplo, pode ler um livro de ficção e um de poesias; ou então um livro de ficção e um livro teórico de sua área de estudos. Como os temas não se relacionam, você cria dois momentos distintos de leitura e absorve melhor o conteúdo de cada um;
  2. Não fique muito tempo sem retomar o livro: se você deixar passar muito tempo, a chance de esquecer parte da história ou do contexto é maior. Isso pode te levar ao abandono da leitura, ou à necessidade de retomar uma parte já lida, prejudicando a experiência com o livro;
  3. Faça anotações: especialmente quando for estudar sobre um tema teórico, você pode fazer anotações em um caderno ou arquivo do seu computador para revisitar os principais tópicos no futuro. Essa técnica também contribui com a retenção de informação pela mente, além de criar um material de consulta e referências;
  4. Você também pode variar o formato: hoje em dia temos livros físicos, livros digitais e audiobooks como opções. Por isso, você pode escolher um tema diferente para cada formato e criar momentos no seu dia para consumir cada um deles. Por exemplo, pode ler um exemplar físico em casa e ouvir um audiobook a caminho do trabalho ou enquanto malha na academia. Os leitores digitais também são boas opções para levar como acompanhante na rua, devido à sua praticidade e leveza;
  5. Estabeleça uma rotina: crie horários ao longo do seu dia para ler. Se você não estabelecer um compromisso consigo mesmo, dificilmente conseguirá incluir o hábito da leitura em seu dia a dia. Para saber mais sobre como criar um hábito, recomendo a leitura deste artigo aqui no blog;
  6. Leia cada livro em um horário diferente: se você emendar as leituras, seu cérebro pode não conseguir trocar de contexto com tanta agilidade e isso tornará a experiência cansativa e confusa. Por isso, o ideal é encontrar um momento diferente do dia para cada livro;
  7. Defina o objetivo de cada leitura: para organizar suas leituras e horários, pense sobre o objetivo de cada livro lido e, assim, sempre terá o livro adequado em mãos. Uma leitura leve e descontraída é perfeita para salas de espera, por exemplo. Já um livro de estudos requer um ambiente silencioso e maior concentração.

Minha experiência pessoal de leitura sempre foi muito positiva, sinto que consigo ler mais e, desta forma, aproveito melhor meu tempo para explorar os diversos temas que são do meu interesse. Por isso, recomendo que você separe alguns livros e dê uma chance para a leitura simultânea.

Me conta aqui nos comentários como é essa experiência pra você: você já leu ou tem o hábito de ler mais de um livro ao mesmo tempo? Quais são os desafios que encontra em sua rotina? Vou adorar bater um papo sobre as nossas leituras ❤

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Metas SMART: O que são e como elas podem te ajudar a alcançar seus objetivos

O conceito de metas SMART foi criado para atender às necessidades do mundo corporativo, mas vem sendo amplamente utilizado em diferentes contextos. No artigo de hoje, eu vou te contar o que são metas SMART, o significado de cada letra da sigla e como essa metodologia pode te ajudar a alcançar os seus objetivos. Acompanhe!

Pra que servem as metas?

Pra gente começar essa conversa, primeiro precisamos entender a diferença entre um objetivo e uma meta: um objetivo nada mais é do que um fim que queremos atingir, pode ser algo que desejamos, por exemplo. Por isso, é muito importante ter muita clareza sobre quais são os seus objetivos, afinal são eles que motivam as ações. 

Quando falamos em metas, nos referimos ao tempo e aos meios que serão utilizados para atingir esses objetivos que foram definidos. Os dois conceitos estão relacionados, e as metas funcionam como um direcionamento. 

Em resumo, é preciso saber o que se deseja conquistar ou qual lugar quer alcançar. A partir daí, conseguimos analisar o contexto e as variáveis envolvidas, quais são as ferramentas disponíveis, além dos desafios e dificuldades que podem surgir no caminho. Com isso, é possível elaborar um planejamento estratégico de suas ações em direção ao resultado esperado. 

As metas são muito usadas em empresas ou para trabalhos em grupo porque funcionam como uma forma de estimular as pessoas em prol de um objetivo em comum. Porém, é preciso se atentar para que sejam sempre estimulantes e promovam o engajamento da equipe, nunca o contrário.

Quando uma meta é definida sem embasamento, ela se torna apenas um número arbitrário. Uma vez que não condiz com a realidade, não é possível utilizá-la para trilhar um caminho até o objetivo e seu efeito acaba sendo exatamente o oposto ao esperado: desmotivação, falta de confiança e desistência. 

A melhor parte é que, apesar de serem normalmente associadas a trabalho e objetivos profissionais, a verdade é que você também pode aplicar o conceito de metas em sua vida pessoal e usá-las como aliadas e motivadores para atingir seus objetivos. 

A seguir, vamos nos aprofundar no conceito de metas SMART e entender como elas podem nos ajudar a manter o foco, a motivação e a produtividade.

O que são metas SMART

O conceito de metas SMART diz respeito a uma metodologia que te ajuda a criar metas inteligentes, como seu próprio acrônimo sugere. O método SMART é uma forma objetiva e eficiente de criar metas que façam sentido

Originalmente, seu conceito foi desenvolvido para empresas, pois auxilia todas as fases de um plano de negócios: planejamento, ação e mensuração dos resultados. Mas com um resultado tão expressivo e satisfatório, logo passou a ser aplicada em outras áreas da vida. 

Seguindo essa metodologia, toda meta deve possuir cinco critérios essenciais, que são: 

S (Específica)

Para atingir uma meta, é fundamental que todas as pessoas envolvidas com o seu cumprimento entendam com clareza do que ela se trata e, por isso, precisa ser bastante específica.

É importante que você saiba exatamente o que deseja alcançar – seu objetivo – para que possa planejar as ações e definir o marco que determinará o seu alcance. 

Não exite em explorar seu objetivo e ser bastante específico nessa etapa. Para se guiar nessa etapa, você pode responder às seguintes questões: 

  • O que eu espero alcançar com essa meta?
  • Por que ela é importante? 
  • Onde será realizada? 
  • De que forma será realizada? 

M (mensurável)

Só faz sentido criar uma meta se você puder medir os esforços e resultados, concorda? Então você precisa criar um sistema que possibilite a análise do desempenho das ações rumo ao objetivo final. 

Uma boa forma de realizar isso é dividindo sua meta em ações que contenham elementos mensuráveis. Assim, terá a possibilidade de acompanhar seu progresso por meio de indicadores – quantitativos ou qualitativos – que expressem o desempenho e evolução do processo.

Isso também ajuda os envolvidos a se manterem focados e cumprirem os prazos, sem desanimar ou procrastinar. 

Para ser mensurável, sua meta deve responder: 

  • Qual é o resultado esperado?
  • Quanto tempo será necessário para atingi-la? 
  • De que maneira o resultado pode ser mensurado? 

A (atingível)

Não adianta estabelecer metas que não condizem com a realidade. Toda e qualquer meta precisa ser atingível, caso contrário não há razão de existir. 

Se você estabelecer uma meta muito alta ou mesmo impossível de se atingir, conseguirá apenas desmotivar os envolvidos, gerando um alto nível de frustração.

Imagine que você crie estratégias, se empenhe para executar e medir suas ações para, no final, não conseguir atingir os resultados propostos. É justamente para evitar que isso aconteça que você precisa garantir que o resultado da meta deve ser algo tangível, e não apenas um sonho – impossível de ser realizado. 

Seja desafiador ao propor uma meta, porém realista quanto a seu contexto e recursos, de forma a identificar oportunidades e engajar os envolvidos.  

Antes de definir sua meta, se pergunte: 

  • Com base nas informações que possuo, é possível atingir o objetivo desejado? 
  • As pessoas envolvidas acreditam no sucesso do resultado? 
  • Como posso atingi-la com os recursos que tenho à disposição hoje? 

R (relevante)

Quando você estabelece uma meta e define os responsáveis e algumas métricas para seu cumprimento, deve saber que, quanto mais relevante for a meta, mais motivados estarão os envolvidos. 

Basicamente, você precisa ser capaz de entender o porquê ela é importante, já que isso terá relação direta com a motivação para seu alcance e resultados. E atenção para o pulo do gato: a meta precisa ser relevante tanto para quem a propõe quanto para quem a executa.

Para confirmar se sua meta é relevante, se pergunte: 

  • Por que você deseja alcançar essa meta?
  • O que motiva você e os demais envolvidos? 
  • Essa meta é útil? 

T (temporal)

Uma meta sem prazo não tem foco, fica solta, sem prioridade. Por isso, você precisa estabelecer, de forma atingível, um período para sua realização. 

Defina se sua meta deve ser alcançada em um mês, seis meses ou um ano, por exemplo. Estabelecer um período de tempo dá contorno ao plano de ação, deixa a meta mais realista e objetiva.

É claro que você pode – e deve! – ser flexível e reestabelecer prioridades se necessário, mas é importante ter uma data limite para se organizar e começar a agir. Isso ajuda a manter um ritmo de produção e ter uma previsão de sua conclusão.

Para definir o tempo de cumprimento de sua meta, de forma realista, responda às seguintes questões: 

  • Quanto tempo tenho para atingir meu objetivo? 
  • Tenho os recursos necessários para executá-la no tempo estabelecido?
  • Todos os envolvidos concordam que o prazo definido é viável?

Como as metas SMART podem te ajudar

Se você deseja conquistar seus objetivos, precisa concentrar seus esforços e recursos, economizando tempo e energia para se focar naquilo que realmente importa. Para que isso aconteça, deve estabelecer metas inteligentes e cumpri-las.

Portanto, ao criar uma meta, garanta que ela seja específica, ou seja, tenha um objetivo claro; mensurável, com ações possíveis de medir e acompanhar; alcançável, para manter os envolvidos motivados; relevante, ou seja, que haja propósito em atingi-la; e temporal, com um prazo de conclusão pré-estabelecido.

Se você gostou do conceito de metas SMART, se organize e planeje suas ações sempre que tiver um objetivo, assim, você terá clareza sobre os recursos e tempo disponíveis, além de uma dose extra de foco e motivação. 

E não se esqueça de comemorar suas pequenas vitórias. Estabelecer submetas ajuda a acompanhar seu progresso e fazer mudanças de rota, se necessário. Assim, você acompanha seu progresso e se mantém motivado e com o foco no objetivo final. 

Por fim, recomendo a leitura deste artigo para descobrir como criar ou mudar um hábito, afinal, o cumprimento das metas está muito relacionado a nossos comportamentos e hábitos. 

Uma meta não se realiza em um dia, mas pouco a pouco, ação após ação. 

E o grande diferencial do modelo de metas SMART está em garantir o foco nos objetivos, de forma estimulante e atingível.

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Coisa boa do dia

Não sei se também acontece com você, mas eu fico muito introspectiva na virada do ano. Como contei recentemente, todos os anos, ao longo do mês de dezembro, faço uma retrospectiva dos acontecimentos que mais marcaram o meu ano: podem ser coisas positivas ou negativas; grandes ou pequenas. A ideia é ter uma oportunidade de olhar para o ano como um todo, ou como um ciclo, como costumamos chamar.

Isso me ajuda a perceber o quanto mudei e como venho lidando com esses eventos. Sinto que começo o novo ano mais consciente do meu momento: atenta a como estão as diversas áreas da minha vida, com o que estou satisfeita e quais devem ser os pontos de melhoria para o novo ciclo que se inicia.            

Outra coisa que sempre me ajudou muito é tentar ver o lado positivo das coisas. Eu, particularmente, encontrei um pequeno ritual que tem funcionado pelos últimos oito anos (este será o nono 😊). É o que vou te ensinar a fazer hoje, pois é uma boa forma de começar o ano e, assim, você pode se exercitar e levar essa postura com você ao longo dos próximos meses – ou anos, espero.

Você já parou para notar que, quando nos tornamos mais conscientes sobre alguma coisa, começamos a prestar mais atenção e isso se torna mais recorrente? Parece que quando nos concentramos em um tema, ele começa a aparecer cada vez mais em nossas vidas.

A neurociência chama esse fenômeno de S.A.R., ou Sistema Ativador Reticular. Esse sistema fica em nosso cérebro, e é o grande responsável por filtrar as informações que estamos recebendo o tempo todo. Ele funciona como um filtro, levando para a consciência tudo aquilo que for relevante. É assim que conseguimos nos focar nas coisas que são realmente importantes.

Algumas pessoas chamam isso de mentalização ou de energia. Seja qual for o nome que você quiser dar, a ideia é a seguinte: você deve se focar naquilo que acontece de bom no seu dia.

Simples assim. Ao invés de nos focarmos nos problemas, como geralmente fazemos, podemos treinar nosso olhar para perceber as coisas boas que acontecem em nossa rotina. Repare que eu nem estou falando em grandes acontecimentos, me refiro aos detalhes mesmo: qualquer coisa que melhore o seu dia ou te deixe com a sensação de que aquele dia valeu a pena.

Com esse novo foco, você aprenderá a praticar a gratidão, ou seja, será grato às pequenas coisas que tornam a sua rotina mais agradável. É comprovado que pessoas gratas são mais felizes e tendem a ser mais saudáveis, uma vez que o sentimento de gratidão é um ótimo combatente ao estresse e sintomas dele derivados.

Mas, em meio à correria do dia a dia, pode ser difícil se lembrar de fazer isso, não é mesmo? Eu concordo. Por isso, criei um sistema estruturado e que funciona para mim. Eu peguei uma caixa e coloquei um bloco de papel e uma caneta dentro. Todas as noites, antes de dormir, eu anoto em uma pequena folha algo que aconteceu de bom no meu dia.

Anotar me ajuda a pensar. Paro uns minutinhos para fazer esse ritual e, assim, repasso o dia todo em minha mente e localizo as pequenas alegrias e prazeres pelos quais sou grata.

Pode ser qualquer coisa mesmo. Tem dias em que é mais fácil, ou tenho mais de uma coisa boa pela qual agradecer, como encontrar um amigo, almoçar minha comida favorita, sair com meu namorado, conhecer um lugar novo ou viajar. Mas, na maioria das vezes, é algo bastante simples e cotidiano, como: tomar um banho quente após um dia longo, deitar no sofá com a minha cachorrinha, saber que quando eu chegar em casa poderei conversar com alguém sobre o dia difícil que tive no trabalho ou ler no caminho para um compromisso.

Alguns dias são horríveis, eu sei! Mas, mesmo neles, podemos tentar. Para mim, o pior dia até hoje foi em 2014, quando perdi meu cãozinho, o Max. Naquele dia, fiquei encarando a folha em branco, com raiva. Mas então pensei em como foi bom poder me despedir dele, ainda que por alguns minutos, no hospital veterinário. Foi isso que anotei: “Pude me despedir do Max e sei que agora ele está descansando, suas dores terminaram”.

Eu continuei triste depois de anotar, e esse continua sendo um dos piores dias da minha vida até hoje, mas sou muito grata por saber que eu fiz tudo o que podia por ele.

Depois de algum tempo anotando, percebi como foi ficando mais fácil, como ao longo dia penso “isso foi bom!” ou “já sei o que anotarei hoje”. Depois de um pouco de treino, as mudanças são perceptíveis – não só na criação do hábito, mas em seu humor e emoções. Você aprende a reparar no que te faz bem e isso te permite repetir aquilo mais e mais vezes.

Esse hábito funciona também como uma espécie de reserva emocional para que, mesmo em momentos de crise, você consiga se lembrar daquilo que te ajuda a se sentir melhor.

            Resumidamente, meu lema é:

“nem todo dia é bom, mas todo dia tem algo de bom”.

Eu espero que esse exercício te ajude tanto quanto eu sinto que me ajuda, diariamente. E, por favor, me conte se você experimentar, quem sabe nossa conversa não se torna a minha coisa boa daquele dia? 😉

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Autocuidado: mais saúde e bem-estar em sua rotina

Chegar em casa, tirar os sapatos apertados e sentir a maciez do tapete em contato com seus pés; fazer um chá quentinho para acompanhar a leitura de um livro; ouvir uma playlist enquanto faz as tarefas domésticas; desligar o celular e ir para a cama mais cedo.

Existem pequenas atividades que fazemos em nossa rotina que nos dão prazer e são formas de descansar, ter lazer ou mesmo cuidar da saúde. É esse conjunto de rituais que recebem o nome de autocuidado, e é sobre isso que vou falar no post de hoje. Confira!

Mas afinal, o que é Autocuidado?

Como o próprio nome já diz, autocuidado refere-se ao ato de cuidar de si mesmo. Por isso, para desenvolver tais hábitos, é preciso estar atento às próprias demandas e necessidades. Seus rituais devem estar sempre em harmonia com seus objetivos, interesses e prazeres.

Muitas coisas podem ser consideradas como ações de autocuidado. Seu maior objetivo é cuidar da própria saúde e promover sensação de bem-estar.

É aprender a se dar um respiro. É impossível sentir-se bem o tempo todo, mas, com um pouquinho de atenção aos próprios sentimentos e às demandas do organismo, é possível encontrar e aperfeiçoar um estilo de vida que lhe gere mais prazer do que desconforto. É adotar atitudes positivas em relação à vida, priorizando a saúde física e mental.

É importante lembrar que não existe fórmula mágica, se é um processo extremamente pessoal, é necessário que cada um descubra aquilo que lhe faz bem, ou seja, encontre suas próprias formas de se cuidar. Afinal, o que é cuidado para mim, pode não ser para você.

Isso quer dizer que vai além de fazer um SPA em casa ou praticar cuidados estéticos. Pode ser algo ainda mais básico, como se alimentar bem e ter um sono regulado, ou mais abrangente, como falar ao telefone com uma pessoa querida ou maratonar uma série em seu dia de folga.

Cuidar de si, por mais irônico que pareça, é uma atividade que requer prática, isso porque mesmo morando dentro de nosso corpo, é comum sermos negligentes quanto a alguns cuidados básicos. Por isso, é preciso adotar uma atitude de abertura e estar disposto a olhar para si e fazer alguns esforços para conseguir mudar sua rotina.

Em resumo, é conseguir acrescentar práticas saudáveis à rotina que beneficiem sua mente e/ou corpo. Isso também é uma forma de aumentar o amor próprio, ou seja, conhecer e respeitar seus limites, prezando por sentir-se bem consigo mesmo e com quem se é.

Uma vida equilibrada traz benefícios para qualquer pessoa. Independente de gênero ou idade, todos devem se preocupar com a saúde. E, os cuidados tendem a melhorar até mesmo nossas relações sociais, a vida financeira e aumentar a produtividade.

Quem não deseja levar uma vida com mais harmonia?

Se quer exercer o autocuidado, esteja pronto para uma transformação de pensamento e comportamento. Mudar ou criar hábitos requer disciplina, foco e determinação. É preciso fazer um esforço consciente para colocar as novas atividades em prática, até que elas sejam incorporadas ao seu dia a dia.

Junto com a prática, cresce o sentimento de valorização pessoal, ou seja, quando você conhece e respeita seu valor, é mais natural que consiga encontrar tempo e invista recursos e energias para cuidar de seu bem mais precioso: você!

O que o Autocuidado não é?

Faço questão de destacar: autocuidado não é egoísmo!

Tão importante quanto cuidar de amigos e familiares, é saber cuidar de si. E isso não significa que você não se importe ou não se preocupe com as outras pessoas. Quer dizer apenas que entende a importância de estar bem consigo mesmo para que possa então contribuir com o bem-estar coletivo.

Seja gentil com você mesmo e torne as suas necessidades uma prioridade constante. E assim terá disposição para ajudar no cuidado das pessoas que ama.

Para isso, será necessário reservar tempo para realizar suas atividades e praticar seus rituais de cuidado, talvez você precise dizer alguns “nãos” pelo caminho e estabelecer limites entre suas necessidades e as demandas externas. Saiba que não há mal nenhum em fazer isso, o segredo está em encontrar um equilíbrio em sua vida.

Qual a importância do Autoconhecimento nesse processo?

Saber reconhecer e atender às próprias necessidades é algo que exige prática. Priorizar suas próprias vontades não é algo que acontece do dia para a noite.

Praticar o autoconhecimento é essencial para entendermos nossas atitudes e a sincronia entre as reações do organismo e tudo aquilo que acontece em nossa vida. É praticar a autopercepção, entendendo o que se sente, pensa ou gosta.

Essa é uma ferramenta muito importante para a saúde como um todo, pois nos permite conhecer nossas condições físicas e emocionais. Assim, conseguimos entender e temos motivação para atender nossas necessidades pessoais, respeitando nossos próprios limites e buscando levar uma vida mais harmônica.

Já que somos seres inteiros, corpo e mente estão conectados. Por isso não adianta dar atenção a um e negligenciar o outro, sintomas costumam ser um aviso de que algo não vai bem. É preciso dedicar atenção e cuidados para se conhecer e entender o que gera um desconforto ou irritação. Conhecer nossos incômodos é o primeiro passo em direção a uma solução, mudança ou tratamento.

Autoconhecimento é um fator de Inteligência Emocional e pode ser desenvolvido com esforço e dedicação. A autoestima também é muito bem-vinda nesse caminho de descobertas, pois permitirá que acreditemos e valorizemos nossas próprias vontades e decisões.

Somente assim, com muita atenção e praticando no dia a dia é que você descobrirá quais práticas e rituais de autocuidado melhor funcionam para você. Não copie, experimente. Se questione sobre a experiência e tente, sempre que necessário, encontrar formas de gerar bem-estar a si mesmo.

Autocuidado e Saúde Física:

Cuidar do corpo contribui com a saúde e com a longevidade. Com um corpo saudável, nos sentimos mais dispostos a enfrentar os desafios que a vida nos impõe. Somos mais enérgicos, produtivos e eficientes.

A prática de atividades físicas, fazer caminhadas e ter uma alimentação equilibrada são bons exemplos de cuidados pessoais que podem e devem ser contínuos. Você também pode testar dança ou a prática de algum esporte.

Outra prática fundamental para qualquer pessoa, é adotar uma rotina equilibrada de sono, que garante o descanso do corpo e da mente para a reposição de energia. Dormir bem tem relação direta com uma vida mais equilibrada.

Além de movimentar e relaxar seu corpo, também pode experimentar pequenas práticas como criar um ritual de skincare (cuidados com a pele), o uso de um perfume que lhe seja agradável, um banho prolongado, ou uma roupa confortável. Explore todos os sentidos sensoriais e descubra seus gostos.

A atividade física e os estímulos sensoriais contribuem muito para a redução do estresse e da ansiedade, contribuem também com uma vida com menos patologias.

Autocuidado e Saúde Emocional:

Os cuidados com a saúde não se limitam ao organismo e, por isso, dedicar atenção ao seu estado emocional é tão importante quanto cuidar do corpo.

Sem autoconhecimento não conseguimos controlar nossas emoções. É muito importante entender e se conectar com suas emoções. Apesar de não pode evitar senti-las, pode desenvolver formas de lidar com cada uma delas. Pode também rever seus hábitos e modificar comportamentos, buscando trabalhar seus pontos fracos e usando seus pontos mais fortes como elementos que te darão força nessa jornada de autodescoberta.

Práticas como meditação e psicoterapia são grandes aliadas da saúde emocional. Porém, também são consideradas cuidadosas, atividades como: ler um livro, praticar um hobbie e reservar momentos para o lazer.

Se afastar de pessoas tóxicas e estreitar relações positivas e benéficas são formas de se cuidar e se valorizar a nível emocional. Aprender a determinar limites entre o que é aceitável para você ou não o auxiliará a escolher suas companhias e a melhor forma de usar seu tempo e energia.

Cuidar de si a nível emocional garante mais tranquilidade, contribuindo com uma vida mais equilibrada, melhores relações interpessoais e menos sentimentos negativos.

Como começar?

Se você chegou aqui, deve estar se perguntando: “Certo, e por onde eu começo?”. Não se apresse, não há segredo. A escolha das atividades fica por sua conta, mas separei algumas dicas sobre como introduzir hábitos em sua rotina. Veja só! 

  1. Comece com pequenos passos: Como todo hábito, precisa ser criado e repetido. Constância é mais importante do que volume. Comece uma mudança por vez, vá abrindo espaço em sua rotina para pequenos cuidados, dedique tempo e atenção a si mesmo. É assim que você aprenderá a se respeitar e valorizar.
  2. Marque um encontro com você mesmo: A rotina de autocuidados demanda tempo, por isso, reserve espaço na agenda para apreciar sua própria companhia. Cuide-se, faça exercícios, pratique o autoconhecimento e descubra o prazer em ter um hobbie pessoal.
  3. Experimente: Não tem receita, somos pessoas diferentes, da mesma forma que nossas necessidades e desejos. Espero que esse post sirva de inspiração, mas estas são apenas algumas sugestões de como você pode começar a se cuidar. Experimente atividades, crie rituais e se permita se descobrir, é uma aventura!
  4. Aprecie: O ideal é que os hábitos não sejam vistos como obrigações em sua rotina, e sim compromissos com você mesmo. Autocuidado requer conexão! Aprecie seus momentos para realmente se explorar e aprender mais sobre você, cuide do seu corpo, que é a sua casa; e da sua mente, que é seu guia.

Espero que o post sirva mais de inspiração do que guia. Autocuidado é uma jornada de aprendizado pessoal com o objetivo de trazer mais bem-estar para a vida de cada pessoa. Cuidar de si é o primeiro passo para uma vida mais plena e para estar apto a ir além, ajudando outras pessoas a terem o mesmo olhar e carinho por si.

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4 Dicas para criar ou mudar um hábito

Você já teve vontade de incorporar um hábito saudável à sua rotina? Ou então, sente vontade de abrir mão de um antigo, mas não consegue largá-lo?

Criar ou modificar hábitos não é uma tarefa fácil, mas, uma vez que entendemos como o mecanismo funciona, descobrimos como dar um empurrãozinho para adotarmos uma rotina mais satisfatória e alinhada com nossos desejos. É sobre isso que vou falar no artigo de hoje.

Segundo Charles Duhigg, autor de “O poder do hábito”, hábitos são as escolhas que fazemos deliberadamente em algum momento e, nas quais paramos de refletir depois, apenas continuando a fazer.

Isso acontece porque o cérebro humano é como uma máquina de repetição, uma vez que aprende a fazer algo, tende a repetir para economizar energia. Então, com o tempo, essas decisões que foram tomadas em certo momento se tornam comportamentos automáticos que, às vezes, nem reparamos que fazemos.

Sendo um comportamento aprendido, temos condições de modificar ou criar novos hábitos. Para tal, é necessário, antes de tudo, identificar a deixa, ou seja, o que acontece antes do comportamento que o desperta, o momento ou as razões pelas quais o realizamos; depois entender a rotina, que é o comportamento ou atividade executada pelo hábito; por fim, identificar qual a recompensa que ele gera, aquilo que acontece imediatamente depois.

Como o cérebro funciona por associação, uma vez que aprendemos um comportamento e passamos a executá-lo, paramos de refletir sobre ele. É assim que nascem os hábitos. Não podemos simplesmente “perder” um hábito, deixando-o para trás, mas podemos reprogramar essas associações que nosso cérebro executa. Basta entender o que configura o hábito e realizar pequenas alterações, de forma a adquirir um novo padrão.

Então, para criar ou mudar um hábito, você precisa:

  1. Observar e entender sua rotina para encontrar os componentes do hábito: a deixa (o que o motiva), a rotina (o comportamento) e a recompensa;
  2. Estabelecer pequenos objetivos: sempre que desejar alcançar uma meta, quebre-a em pequenas tarefas, assim poderá subir um degrau de cada vez e a cada novo objetivo alcançado, estará mais próximo de seu desejo final;
  3. Manter o novo comportamento em sua rotina: no começo é necessário fazer um esforço consciente, lembrar-se de executar o comportamento, lutar contra empecilhos, preguiça e tudo o que pode surgir pelo caminho. Aqui vale tudo: Crie lembretes no celular, anote na agenda, faça tudo o que possa te ajudar e estimular;
  4. Acompanhar seus progressos: anotar é importante para que você possa acompanhar – e comemorar – suas pequenas vitórias. Isso vai estimulá-lo a continuar seguindo seu foco.

Quando menos esperar, o hábito estará moldado. A partir daí é só fazer a manutenção, ou seja, garantir que ele continue congruente com suas atividades, garantindo uma vida mais plena, onde todos os seus esforços sigam na mesma direção.

E aí, já sabe qual o primeiro hábito que você quer mudar? Me conta aqui nos comentários!