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Leitura e empatia

Você que me acompanha por aqui sabe que sou apaixonada por literatura e vivo defendendo os livros e o hábito da leitura, não é mesmo?

Isso porque não importa o estilo de livros que você goste de ler, pode estar certo de que reservar um tempinho para a leitura em sua rotina só trará benefícios. Separei alguns deles aqui:

  • Enriquece o vocabulário;
  • Ajuda a desenvolver a habilidade de comunicação, pois quanto mais você ler, mais facilidade tem para escrever e se expressar;
  • Oferece visões de mundo e pontos de vista diferentes, funcionando como uma excelente expansão de consciência;
  • Ensina coisas novas;
  • Desperta a curiosidade e dá vontade de ler ainda mais;
  • Estimula a capacidade imaginativa e é um alimento para a criatividade;
  • Aumenta o repertório cultural;
  • Auxilia na capacidade de entender e interpretar fatos e dados;
  • Apresenta novas possibilidades e realidades;
  • Oferece a chance de conhecer outros mundos sem precisar sair do lugar.

O poder da literatura

A literatura é a arte das palavras, que pode ou não ser baseada em fatos reais. Por meio dela, os autores criam narrativas que imitam a realidade e, mais do que isso, vão além. Existem autores com uma incrível capacidade imaginativa que nos presenteiam com universos inteiros saídos de suas mentes. 

Ao ler uma história, nós mergulhamos de cabeça no mundo dos personagens. A depender do tipo de narração, podemos saber tudo o que acontece à volta dos protagonistas, ou então conhecer até mesmo seus pensamentos mais íntimos.

Acompanhar as experiências destes personagens nos permite experimentar novas possibilidades e conhecer uma realidade diferente da nossa.

O que eu quero dizer é que as histórias têm a capacidade de nos emocionar e nos ensinar. Criamos vínculos com aqueles personagens que nos identificamos, vibramos por suas conquistas e podemos até sentir reações de raiva perante seus antagonistas.

Essas emoções nos revelam como a literatura tem a capacidade de mexer com as nossas emoções e que, dessa forma, podemos aprender com ela. Lendo um livro, você pode repensar uma situação passada e tem a chance de ressignificar um acontecimento de sua própria história.

O olhar distanciado para uma história que não é a sua, apesar de semelhante, pode te ajudar a ter uma nova perspectivas sobre suas vivências. E é aí que a mágica acontece!

Leitura e Empatia

Quando lemos uma obra de ficção, nos tornamos aptos a compreender as pessoas e suas intenções. É isso mesmo: nós conseguimos aprender com os personagens ao explorar como os acontecimentos de suas vidas se desdobram.

Estudos comprovam que ler ficção pode aumentar nossa capacidade de sentir empatia por outras pessoas. O que acontece é que o leitor tem a oportunidade de formar ideias sobre as emoções, motivações e pensamentos dos outros personagens. E, a partir daí, transferir esse conhecimento e sensibilidade para sua vida real.

O psicólogo e romancista Keith Oatley, explica que quem lê ficção pode ampliar sua experiência social, e isso ajuda a entender as relações à sua volta.

A oportunidade de criar empatia com a história pessoal de alguém e conhecer sua vida íntima — mesmo que seja de um personagem fictício — melhora nossa compreensão sobre o mundo. Isso quer dizer que nós podemos conhecer mais sobre as nossas emoções e relações ao explorar a vida afetiva dos personagens que encontramos nos livros.

A empatia também aumenta do fato de conseguirmos compreender melhor que é normal que as pessoas tenham opiniões e visões de mundo diferentes da nossa.

Então, se você já se sentiu emocionado ou emocionada ao ler um livro, comemorou a vitória de um personagem como se fosse sua ou já teve vontade de se mudar para o mundo que encontrou dentro de um livro, fique sabendo que isso acontece porque os livros têm um forte impacto emocional sobre nós.

Quando embarcamos em uma leitura, tendemos a tratar as experiências ali narradas como se elas fossem reais. Enquanto você lê e absorve as palavras daquela história, ela realmente existe e se passa em sua mente.

Para exercitar sua capacidade empática por meio da literatura, você precisa de duas coisas:

  1. Frequência: não se constrói inteligência emocional de um dia para o outro. Transformar a leitura em um hábito é o que te ajudará a treinar sua percepção e ficar mais atento às emoções — suas, dos personagens e das pessoas à sua volta;
  2. Interesse: é claro que, para que essa imersão aconteça, você precisa realmente gostar da história e se sentir conectado a ela. Infelizmente não é qualquer livro que tem o poder de nos transportar para outros mundos. Por isso, é importante encontrar o seu tipo de leitura — e aqui não tem julgamento sobre o que é melhor ou pior, certo ou errado — literatura boa é aquela que você gosta e que te envolve tanto que até te faz perder a noção do tempo!

Cada livro é uma nova chance de conhecer um universo completamente novo e de enxergar a vida através de outro olhar.

Quando uma história nos toca e nos conectamos com ela, aproveitamos essa visão privilegiada e algo dentro de nós muda. É possível sentir seu impacto em nossa vida mesmo depois de terminar a leitura.

Por isso, acredito que uma estante diz muito sobre o seu dono. Afinal, ali estão os livros que ajudaram a moldar sua forma de pensar, se abrir para sentimentos e se tornar a pessoa que é hoje.

Clique aqui para conferir uma série de dicas que vão te ajudar a conquistar de vez o hábito da leitura. E acompanhe o blog para não perder as postagens, aqui sempre tem lugar pra gente enaltecer a literatura e os livros ❤.

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5 atitudes que te ajudam a demonstrar empatia

Empatia é a palavra da vez, parece que a ouvimos em todos os lugares. Mas, apesar de estar na moda, será que esse conceito é mesmo tão praticado?

E você, sabe o que é empatia?

De modo geral, podemos descrever empatia como a capacidade de se colocar no lugar de outra pessoa e sentir ou entender o que ela está passando. Porém, precisamos entender as nuances implicadas nesse processo: ao ver uma pessoa triste, posso, por exemplo, sentir pena de sua situação e isso não significa, necessariamente, que eu esteja tendo uma atitude empática.

Antes de explicar o que é empatia, gostaria de falar sobre o que ela não é, pois, muitas vezes, confundimos outras atitudes e sentimentos com esse conceito. E, com isso, corremos o risco de afetar nossas relações com as outras pessoas, mesmo que tenhamos as melhores intenções.

  • Empatia não é simpatia: simpatia é uma relação mais superficial, como quando você sorri e diz ao outro que “vai ficar tudo bem”, sem acolher seus sentimentos e entender a complexidade do que essa pessoa está realmente sentindo;
  • Empatia não é aconselhar: temos a mania de querer resolver tudo. Mal ouvimos o outro falar e já tentamos propor soluções, sendo que, às vezes, essa pessoa só quer poder falar e ser ouvida;
  • Empatia não é uma competição por problemas: outro erro comum é, numa tentativa de animar o outro, começarmos também a falar dos nossos próprios problemas. Assim, quando percebemos, estamos discutindo para saber quem sofre mais.

Empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro, sendo o outro. Sem julgar ou tentar encontrar uma solução. É se esforçar para estar aberto a enxergar para além do próprio ponto de vista. Envolve presença e escuta genuínas, que resultam em conexão entre duas pessoas.

Empatia envolve uma atitude de curiosidade e interesse. É preciso que você escute o outro, pergunte sobre seus sentimentos, entenda suas necessidades e desejos. Pois, apenas assim, conseguirá enxergar uma situação com os olhos do outro.

Estar aberto para a empatia requer lidar com uma dose de vulnerabilidade. Isso porque, ao se conectar com o que outra pessoa sente, você precisa primeiro estar atento e confortável em relação aos próprios sentimentos. Assim, conseguirá separar o seu ponto de vista dos demais. Isso significa que o autoconhecimento é peça-chave no processo de construir relações mais empáticas e profundas.

Segundo estudiosos de Inteligência Emocional, existem três tipos de empatia, são elas:

  • Empatia Cognitiva: entender o ponto de vista do outro, ou seja, a capacidade de entender os sentimentos e pensamentos de outra pessoa ao colocar-se no lugar dela;
  • Empatia Emocional: compartilhar os sentimentos do outro, sentindo o que o outro sente. Envolve um nível mais profundo de conexão emocional, onde é possível sentir até fisicamente o que o outro sente;
  • Empatia Compassiva: é simplesmente perceber que o outro precisa de ajuda e, assim, colocar-se à disposição para ajudar, respeitando o tempo e espaço dessa pessoa. Também pode ser chamada de preocupação empática.

A capacidade de se colocar no lugar de outra pessoa é uma das principais ferramentas da Inteligência Emocional. Ser uma pessoa empática muda a relação que temos com nossas próprias atitudes, comportamentos e sentimentos, e isso muda como nos portamos frente ao mundo em relação às outras pessoas.

Ao exercitar e desenvolver nossa capacidade empática, também ampliamos nossa visão de mundo, pois além de autoconhecimento, aprendemos a questionar nossas certezas e suposições, enxergando o mundo a partir de outras perspectivas.

A seguir, listei uma série de comportamentos que você pode adotar para ir em direção de uma vida mais empática. Confira!

  1. Avalie sua perspectiva em relação ao outro: esse deve ser um exercício constante. Saiba que sua percepção não é uma verdade absoluta, evite fazer julgamentos e pressuposições. Esteja realmente aberto para conhecer perspectivas diferentes da sua;
  2. Adote uma postura de curiosidade: pergunte e esteja disponível para ouvir, conheça os pontos de vista do outro, respeite suas opiniões;
  3. Escute verdadeiramente: saiba ouvir sem julgar e sem querer resolver os problemas do outro. Você precisa entender quais são os sentimentos e as necessidades dessa pessoa antes de querer eliminar desconfortos e propor uma solução baseada em sua experiência ou opiniões;
  4. Nem sempre você precisa falar: em determinadas situações, demonstrar compaixão é saber acolher, ouvir o que chega do outro, sem dizer nada em resposta;
  5. Comunique-se com clareza: para evitar ruídos e mal-entendidos, seja claro e assertivo em suas falas. Mostre-se disponível para ajudar, mas sempre mantenha uma atitude respeitosa perante o outro.

Agora que você já sabe o que é empatia, e já conhece os comportamentos que, apesar de parecerem empáticos, vão contra a mensagem desejada, fique atento para colocar essa atitude em prática no seu dia a dia e senti a melhoria em suas relações e também no seu processo de autoconhecimento.

Se você gostou dessas dicas e pensou em mais alguma, me conta aqui embaixo nos comentários, porque não tem nada melhor do que trocarmos experiências e aprendermos juntos!

Um abraço, e até a próxima 🙂