Tati

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Meu nome é Tatiane Lucheis, nasci no dia 29 de maio de 1992, aqui em São Paulo, onde ainda moro. Sou formada em Psicologia e atualmente trabalho na área. Mas antes de ser psicóloga, sou uma leitora, e não saio de casa sem ter pelo menos um livro em minha companhia.


Vivo pendurada nos livros desde que aprendi a ler. Quando criança, eu devorava todos os livros, gibis e revistinhas que minha mãe comprava. E depois, quando não tinha nada de novo, eu copiava as histórias dos livros em um caderno.

Comecei a trabalhar bem cedo com meus pais. E, quando chegou a hora de escolher uma profissão, optei por Psicologia. Entrei no curso em 2010, na Universidade Presbiteriana Mackenzie. De lá pra cá me apaixonei pela Psicologia, e sempre quis trabalhar na área clínica. Então, assim que me formei, abri meu consultório.

A psicologia busca compreender o ser humano. O referencial teórico que sigo, a fenomenologia-existencial, em especial a Daseinsanalyse, procura o sentido da existência de cada ser, em sua experiência pessoal. Existência esta que é entendida como um processo onde passado, presente e futuro estão interligados em uma rede de sentidos que é a história de cada um.

E assim eu segui, buscando no meio de tudo isso entender o sentido de minha própria existência. Sempre encontrei na música uma forma de me expressar, mas cheguei a um ponto em que precisava encontrar minhas próprias palavras e, por falta de talento musical – acredite, eu tentei – comecei a escrever. Descobri na escrita uma forma de me expressar e de conversar, com os outros e comigo. Isso porque sinto que consigo organizar melhor meus pensamentos quando os coloco no papel.

Acredito que tudo isso faz parte de mim e me forma tal como sou hoje. E sempre me pego pensando em possibilidades, em como as coisas poderiam ser, caso algo tivesse acontecido ou então deixado de acontecer. Comecei a escrever textos, apenas para expressar essas pequenas reflexões do cotidiano e elas foram me soltando, até que ficou mais fácil ter ideias e discorrer sobre elas.

Assim, fiz da insegurança uma motivação para mostrar meus escritos para outras pessoas e estou constantemente tentando me entender e acompanhar minhas mudanças. No começo escrevia sobre mim, pequenos fragmentos de minha história, e sentia que me aliviava quando dividia um acontecimento com o papel. Depois, comecei a me aventurar por outros mundos que habitavam minha imaginação, daí surgiram as primeiras histórias.