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4 Dicas para criar ou mudar um hábito

Agenda para organizar hábitos.

Você já teve vontade de incorporar um hábito saudável à sua rotina? Ou então, sente vontade de abrir mão de um antigo, mas não consegue largá-lo?

Criar ou modificar hábitos não é uma tarefa fácil, mas, uma vez que entendemos como o mecanismo funciona, descobrimos como dar um empurrãozinho para adotarmos uma rotina mais satisfatória e alinhada com nossos desejos. É sobre isso que vou falar no artigo de hoje.

Segundo Charles Duhigg, autor de “O poder do hábito”, hábitos são as escolhas que fazemos deliberadamente em algum momento e, nas quais paramos de refletir depois, apenas continuando a fazer.

Isso acontece porque o cérebro humano é como uma máquina de repetição, uma vez que aprende a fazer algo, tende a repetir para economizar energia. Então, com o tempo, essas decisões que foram tomadas em certo momento se tornam comportamentos automáticos que, às vezes, nem reparamos que fazemos.

Sendo um comportamento aprendido, temos condições de modificar ou criar novos hábitos. Para tal, é necessário, antes de tudo, identificar a deixa, ou seja, o que acontece antes do comportamento que o desperta, o momento ou as razões pelas quais o realizamos; depois entender a rotina, que é o comportamento ou atividade executada pelo hábito; por fim, identificar qual a recompensa que ele gera, aquilo que acontece imediatamente depois.

Como o cérebro funciona por associação, uma vez que aprendemos um comportamento e passamos a executá-lo, paramos de refletir sobre ele. É assim que nascem os hábitos. Não podemos simplesmente “perder” um hábito, deixando-o para trás, mas podemos reprogramar essas associações que nosso cérebro executa. Basta entender o que configura o hábito e realizar pequenas alterações, de forma a adquirir um novo padrão.

Então, para criar ou mudar um hábito, você precisa:

  1. Observar e entender sua rotina para encontrar os componentes do hábito: a deixa (o que o motiva), a rotina (o comportamento) e a recompensa;
  2. Estabelecer pequenos objetivos: sempre que desejar alcançar uma meta, quebre-a em pequenas tarefas, assim poderá subir um degrau de cada vez e a cada novo objetivo alcançado, estará mais próximo de seu desejo final;
  3. Manter o novo comportamento em sua rotina: no começo é necessário fazer um esforço consciente, lembrar-se de executar o comportamento, lutar contra empecilhos, preguiça e tudo o que pode surgir pelo caminho. Aqui vale tudo: Crie lembretes no celular, anote na agenda, faça tudo o que possa te ajudar e estimular;
  4. Acompanhar seus progressos: anotar é importante para que você possa acompanhar – e comemorar – suas pequenas vitórias. Isso vai estimulá-lo a continuar seguindo seu foco.

Quando menos esperar, o hábito estará moldado. A partir daí é só fazer a manutenção, ou seja, garantir que ele continue congruente com suas atividades, garantindo uma vida mais plena, onde todos os seus esforços sigam na mesma direção.

E aí, já sabe qual o primeiro hábito que você quer mudar? Me conta aqui nos comentários!

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Arrumado não é Organizado!

Mulher organizando uma  pilha de roupas.

Se você chegou aqui esperando encontrar uma solução mágica para a bagunça, sinto lhe informar que não conheço nenhuma. Mas, lendo até o final, descobrirá algo que pode mudar a sua vida e, de brinde, ganhar algumas dicas. Está pronto?

Para começo de conversa, quero deixar claro que é isso mesmo: arrumado não é organizado!

Calma, você já vai entender a diferença entre os dois para poder escolher o que a sua casa ou a sua vida, realmente precisam.

Sabe quando você vai receber uma visita e guarda tudo dentro do armário? O balcão fica livre, bem arrumadinho. Dá uma sensação de paz, não dá? Eu sei, já senti também. Mas quanto tempo isso dura? Na minha experiência, um ou dois dias, no máximo. E nem vamos falar sobre o medo de precisar abrir a fatídica porta e deixar tudo cair rolando.

Isso acontece porque arrumar é acomodar as coisas, ajeitar para fazer caber, encaixar. Mas, o simples ato de tirar da vista é como varrer a sujeira para baixo do tapete: ela continua lá. Você até pode sentir que tudo está organizado, esteticamente agradável, mas o trabalho não é duradouro e logo a bagunça está de volta.

Então, se arrumar pode ser fácil, mas não resolve o problema, o que fazer com tudo o que eu tenho em casa?

Arrumar pode ser o primeiro passo, para tirar o excesso de coisas da frente, mas não é solução. Seja em casa, na bolsa ou no escritório, o segredo é: Organizar! Uma vez e de uma vez por todas.

Organizar é, em essência, pensar. Encontrando uma lógica que funcione para cada pessoa e ambiente. Quem se dispõe a organizar está em busca de soluções práticas e definitivas. Assim, podemos dizer que organizar é ser capaz de reconhecer um problema e de solucioná-lo.

A Organização é um evento único e por isso requer o investimento de tempo. Fique tranquilo, você será recompensado com agilidade, produtividade, menos estresse e não perderá mais tempo com retrabalho.

Categorizar é parte fundamental da organização, é preciso pensar na utilidade de cada objeto e encontrar um grupo ou categoria para ele. Cada agrupamento ou tipo de item deve ter sua “casa”, de forma que, após o uso, você sempre saberá para onde aquilo deve voltar.

Encontrando um lugar para cada coisa, você sempre sabe onde está tudo o que precisa. Por esse motivo, toda organização deve ser personalizada de acordo com os itens, espaço e necessidades da pessoa que irá se beneficiar dela.

Não deixe de envolver a pessoa que usará o ambiente no processo de organização, já que, posteriormente, ela será a responsável por respeitar as categorias e manter cada coisa em seu lugar.

Para começar a organizar hoje:

Se liga nessas dicas para te ajudar na organização!

  1. Desapegue:O primeiro passo para a organização de um cômodo é o desapego, confira cada item e se desfaça de tudo aquilo que já não tem mais utilidade. Crie uma pilha para doações, afinal o que não serve para você ainda pode servir para outra pessoa; e uma pilha com os itens que devem ser descartados no lixo ou reciclados. Reduzir é a etapa inicial pois, ao final dela, você saberá exatamente a quantia de coisas que tem.
  2. Foco na funcionalidade: A funcionalidade deve vir antes da estética, pois de nada adianta organizar seu guarda-roupa como se fosse uma vitrine de loja se isso não for prático e funcional para sua rotina. Coisas muito elaboradas podem ficar difíceis de se manter e, portanto, não colaboram de verdade com a otimização do seu tempo.
  3. Crie categorias: As categorias são como “famílias”, você pode agrupar itens por função ou tamanho. Tenha clareza de sua lógica e escolhas, assim será mais fácil classificar cada novo item que chegar e não haverá confusão na hora de guardar um objeto após seu uso. Também é possível criar subcategorias que otimizem o espaço ou ordem de uso das coisas. Tudo depende de suas necessidades e prioridades.
  4. Organize aos poucos: Um cômodo por vez, um móvel por vez. É mais importante se demorar em criar categorias definitivas e funcionais do que querer dar conta de fazer tudo em um dia só e terminar exausto, correndo o risco de relaxar ou desistir no meio do caminho. Não se apresse, o que você está fazendo é uma verdadeira mudança em sua vida, e isso leva tempo!
  5. Crie rotinas: Depois de organizar, você verá como será capaz de poupar tempo. Para se beneficiar ainda mais, crie rotinas bem definidas que lhe ajudem a gerir seu tempo e ser mais produtivo. Use e abuse de listas para não esquecer nenhuma tarefa.
  6. Depois de organizar, pode arrumar: A arrumação não é uma vilã! A vida é corrida, nós usamos as coisas, e as tiramos do lugar. Não tem problema, uma vez que você estabeleceu uma ordem lógica e faz a organização trabalhar para você. Agora basta arrumar os poucos itens que ficaram fora do lugar. Na verdade, o trabalho de arrumação deve ser frequente, já que funciona como manutenção da organização.

Então me conta, hoje a sua casa está arrumada ou organizada?

Respira fundo e mão na massa 🙂