Publicado em Artigos, Textos

O impacto dos GIFs na sua comunicação e 5 motivos para usá-los

Eu não sei você, mas nos últimos anos eu me tornei adepta dos GIFs. Ao longo de minha experiência, percebi como o elemento visual é capaz de alterar o tom da comunicação, trazendo mais leveza e dinamismo para a conversa. 

Seja falando com amigos ou mesmo com um cliente, o uso dos GIFs definitivamente cria um vínculo entre as partes e acrescenta sentido à mensagem.  

No artigo de hoje vamos falar sobre esse formato de mídia e seu impacto na comunicação. Está preparado para transformar a forma como você se comunica por mensagens? Então vamos nessa! 

O que são GIFs

O GIF é um formato de imagem que pode compactar várias cenas e, com isso, exibir movimentos. Apesar de possuir uma qualidade menor que os demais formatos, os GIFs são amplamente utilizados, especialmente quando se deseja criar uma animação. 

O nome “Graphics Interchange Format” (GIF), pode ser traduzido para o portugês como “Formato de Intercâmbio de Gráficos”. Apesar da recente popularidade, a verdade é que o formato GIF tem mais de 30 anos. Com o crescimento das redes sociais, ele passou a ser muito mais usado, ganhando um papel importante nas comunicações, como veremos a seguir. 

O impacto dos GIFs na comunicação

Assim como os emojis, os GIFs vieram para transformar a forma como nos comunicamos e nos relacionamos no mundo digital. 

A seguir, separamos 5 bons motivos para usar GIFs em sua comunicação:

  1. Linguagem universal: esse formato de mídia não tem áudio e muitas vezes dispensa legendas. A verdade é que o GIF é, por si só, uma forma de se comunicar e, em determinadas situações, ele pode expressar um sentimento melhor do que palavras. Além disso, independente do idioma falado, o GIF pode ser compreendido;

2. Impacto visual: o aspecto visual contribui muito para a comunicação. De forma rápida e eficiente, você consegue se comunicar e transmitir uma mensagem. Além disso, o fato de serem animados os torna mais chamativos, captando a atenção do leitor;

3. Humor: o uso dos GIFs demonstra senso de humor por parte de quem o envia, isso pode ajudar a “quebrar o gelo” e tornar a comunicação mais leve e descontraída;

4. Identificação: usar um GIF na comunicação ajuda a gerar identificação por parte do leitor, o que potencializa a formação de um vínculo entre as partes. É claro que o GIF escolhido precisa fazer sentido dentro do contexto e ser parte das referências culturais do leitor;

5. Altera o tom da conversa: a comunicação exclusivamente via texto deixa uma margem muito grande aberta à interpretação, uma vez que nem sempre é fácil expressar o tom de sua fala. O uso de um GIF ajuda a transmitir a mensagem de forma mais clara, além de trazer um elemento divertido e leve para o diálogo. 

Agora que você já sabe como os GIFs podem enriquecer a sua comunicação é só pensar em como inseri-los em suas mensagens para complementar sua fala, de forma leve e descontraída. 

Publicado em Artigos, Textos

Vale a pena reler livros?

Vale a pena reler livros?

Começo o texto de hoje com uma pergunta polêmica: Você relê livros? Por qual motivo?

Eu realmente acho que a vida é muito curta para ler todos os livros que que desejo conhecer. Sei que algumas pessoas veem a releitura de obras como um “desperdício de tempo”. Afinal, para que reler os mesmos livros, se ainda há tantos novos para descobrir?

Mas eu te garanto que há bons motivos para revisitar um livro. Além de tipos diferentes de leituras, que também geram experiências diversas.

Se você quiser entender melhor do que eu estou falando, siga a leitura até o final para descobrir algumas das experiências que uma releitura pode te proporcionar e, de quebra, receber algumas dicas sobre boas oportunidades para dar uma segunda chance a um livro da sua estante.

Vamos nessa?

Tipos de Livros

Em primeiro lugar, você precisa ter uma razão que te motive a voltar a um livro, concorda? Isso dependerá de acordo com o tipo de livro. Vejamos alguns exemplos:

  • Livros Teóricos: podemos estudar um mesmo tema em diferentes momentos de nossas carreiras. Além disso, uma releitura também pode ajudar a assimilar melhor alguns conceitos, caso você esteja lidando com muitas informações. O interessante é que cada experiência pode ser muito particular, uma vez que a cada leitura carregamos uma bagagem maior de conhecimentos. Você pode reler o livro todo, alguns trechos, ou então as anotações que fez ao longo da primeira leitura. Livros teóricos são um excelente material de estudo e, por isso, devem ser lidos sempre que necessário;
  • Livros de Consulta: esses talvez não configurem uma releitura propriamente dita. Mas são aqueles livros que servem para tirar dúvidas – podem ter os principais conceitos de uma área, modelos, citações, exemplos, dicas ou sugestões. É o famoso “livro de cabeceira”, ao qual você pode retornar sempre que tiver uma dúvida ou curiosidade. A ideia não é reler o livro inteiro, mas procurar exatamente aquilo que te interessa em determinado momento. Em resumo, são livros que devem ficar à disposição para eventuais consultas;
  • Biografias: se você admira uma celebridade, político ou qualquer personalidade, pode se interessar por consumir sua biografia. Porém, esse tipo de leitura pode ser densa para ser feita toda de uma vez. Por isso, assim como nos livros de consulta, você pode retornar às biografias sempre que desejar, caso queira se lembrar de um evento em especial, de uma citação, ou passagem marcante. O maior objetivo ao ler uma biografia é se inspirar, então é esperado que isso aconteça mais de uma vez;
  • Livros de Ficção: a literatura pode ser uma grande companheira ao longo da vida. Por meio da ficção, temos a oportunidade de viajar para diferentes mundos e realidades, mesmo sem sair do lugar. Mesmo sem um objetivo formal, um livro pode ser relido simplesmente porque você deseja ter um novo encontro com ele. Você pode querer reviver uma experiência ou então dar uma nova chance a uma história. É sobre isso que falaremos nos próximos tópicos.

7 Motivos para reler um Livro

Em geral, quando você pergunta a alguém o motivo dessa pessoa querer reler um livro, a resposta é simples: porque gosto dele! Quando criamos uma conexão com uma história, podemos sentir o desejo de reviver a experiência. Mas os motivos podem ir muito além disso. Confira!

  1. Para matar a saudade: é o motivo número um mesmo. Quando gostamos de uma história e de seus personagens, a experiência de retornar ao livro pode ser muito satisfatória. Aquela nostalgia gostosa, sabe? Uma sensação de familiaridade. Por isso, não hesite em revisitar seus velhos amigos;
  2. Melhor compreensão: seja um livro teórico ou ficcional, o fato é que algumas obras podem ser bastante densas, e talvez não dê para absorver tudo em uma única leitura. Por isso, você pode voltar em busca de alguns detalhes ou mesmo do pacote completo, tentando assimilar melhor o conteúdo. Uma segunda leitura pode te ajudar a compreender melhor as ideias do autor;
  3. Apreciar a obra: algumas obras são tão boas – seja na construção da narrativa, nos conceitos apresentados, ou mesmo nas frases bonitas e memoráveis – que você pode querer retornar por puro prazer, e não tem problema nenhum nisso;
  4. Resgatar conceitos: lembra que falamos sobre os livros de consulta? Um dos motivos para retornar a uma leitura pode ser a vontade de relembrar um conceito ou frase. Uma segunda leitura te permite achar os pontos chave com mais facilidade, então volte ao texto sempre que necessário;
  5. Absorver detalhes: alguns livros têm uma narrativa tão rica e detalhada que, por mais façamos uma leitura atenta, é difícil absorver todos os detalhes. Por isso, você pode retornar a ele depois de conhecer a trama central e, assim, conseguirá prestar atenção a sutilezas que tenham escapado em seu primeiro contato com a obra;
  6. Ler a história sob outro ponto de vista: após algum tempo e com uma nova bagagem, podemos ter um outro olhar sobre a mesma obra. Ler um mesmo livro no primeiro e no último ano da faculdade, por exemplo, podem proporcionar experiências completamente diferentes. O mesmo vale para um livro lido na adolescência e relido na vida adulta. Recomendo fortemente a experiência;
  7. Dar uma segunda chance: simples assim. Sabe aquele livro que você tentou ler e não gostou? Mas todas as pessoas parecem falar bem dele e você se pergunta o motivo de não ter se conectado com ele… Talvez você possa experimentá-lo novamente depois de algum tempo. Por mais que o livro permaneça o mesmo, você com certeza já mudou.

Tipos de Releitura

Ler um livro pela primeira vez é como abrir uma janela: você ainda não sabe o que vai encontrar do outro lado, mas há todo um mundo te esperando do outro lado. Você pode ter um vislumbre inicial da história, mas é aos poucos que uma imagem vai se formando à sua frente. Nesse sentido, uma segunda leitura pode oferecer uma experiência diferente. Como você já sabe o que vai acontecer, está mais confortável para prestar atenção e absorver detalhes. Desta vez, por não estar tocado pela curiosidade, pode fazer uma leitura mais crítica e reflexiva.

O fato é que a maneira como interpretamos um livro tem muito a ver com o nosso momento presente. A cada leitura, você será influenciado pelo conjunto de sentimentos, conceitos e opiniões que fizerem parte de seu cotidiano.

E é justamente essa a mágica do reencontro com uma obra!

Segundo o dicionário, “releitura” é a ação de interpretar novamente alguma coisa, acrescentando algo novo e original. E é exatamente isso o que fazemos ao nos depararmos com novos sentidos ao ler as mesmas páginas mais uma vez.

Eu acredito que existem dois tipos de releituras. Às vezes, reler um livro é como reencontrar um velho amigo e descobrir que algumas coisas nunca mudam. É encontrar conforto, voltar para um lugar conhecido. Da mesma forma que nos deliciamos com séries ou filmes que já memorizamos até as falas. Me refiro aqui àquelas leituras íntimas, acompanhadas de bastante nostalgia.

Por outro lado, às vezes nos deparamos com uma mesma obra em diferentes momentos da vida, e a cada leitura é possível ter uma percepção diferente, afinal, carregamos nossa própria história e bagagem de experiências, e estamos em constante mudança.

Então, é possível que um livro que você tenha gostado uma vez possa não te agradar em uma releitura. E, ao contrário, um livro que não tenha agradado no início, pode ser uma boa surpresa na segunda tentativa, mudando completamente sua opinião sobre ele.

Oportunidades para reler um livro

Se você fica naquele impasse entre ler um livro novo ou reler um já conhecido, se liga nessas dicas de momentos que podem ser boas oportunidades de embarcar em uma releitura:

  • Aprendizado: quando você precisa estudar e aprender – ou reaprender – um conceito, e decide recorrer às referências de sua área;
  • Lançamento de novas edições: se você for um colecionador de livros como eu, ocasionalmente deve se encantar com o lançamento de uma nova edição de uma obra já conhecida. Acertei? Quando comprar um livro repetido, pode aproveitar o momento para entrar em contato com a obra novamente, desta vez na nova edição;
  • Antes do lançamento de uma adaptação: sabe a alegria que dá quando um livro que a gente gosta vai receber uma adaptação nos cinemas ou então virar uma série? Antes de assistir a nova versão da obra, você pode querer se reencontrar com a original;
  • Antes do lançamento da continuação:  quem acompanha séries ou sagas, sabe que às vezes um novo volume pode demorar tanto para sair que a gente mal lembra em que ponto a história parou. Reler os volumes já lançados pode ser uma boa oportunidade de relembrar os detalhes e voltar para a familiaridade daquela história. Desta forma, com certeza o lançamento será mais bem aproveitado.
  • Ler em outro idioma: uma dica para quem está aprendendo outro idioma é ler um livro já conhecido. E essa é uma dica dois em um, você tem a oportunidade de retornar a uma história conhecida e pode ler no novo idioma algo que já conhece e tem familiaridade com o contexto;
  • Participar de um clube do livro: com as redes sociais, é cada vez mais comum ver leitores se reunindo para discutir suas obras favoritas. Isso deu força ao chamado “Clube do Livro” que, apesar de suas variações, consiste basicamente em um conjunto de pessoas que lê a mesma obra dentro de um prazo combinado e depois se reúne para compartilhar impressões e trocar experiências.

Chegamos a uma conclusão?

Não sei, essa resposta é muito pessoal. Então vou deixar que você me conte aqui nos comentários para continuarmos essa conversa.

É claro que nem todos os livros precisam ou devem ser relidos. Crie critérios para selecionar as obras que você deseja reler, de acordo com seus objetivos e suas vontades. Você não precisa se forçar a fazer uma leitura, especialmente se estiver lendo por lazer.

Eu acredito que vez ou outra precisamos retornar às bases, ou mesmo dar uma nova chance. O importante é o quanto uma releitura nos faz florescer, pois além do conteúdo absorvido, temos a oportunidade de nos reencontrarmos com nós mesmos, descobrindo o quanto mudamos entre uma leitura e outra.

Publicado em Artigos, Textos

Rituais Noturnos para dormir melhor

Rituais são comportamentos e atividades realizados sempre da mesma forma – e, às vezes, na mesma ordem – com o objetivo de criar ou manter um hábito.

Criar um ritual noturno ajuda a sinalizar para o corpo que ele deve passar do estado de vigília ou alerta para o estado de sonolência. Repetir uma sequência de atividades todas as noites acalma a mente e ajuda o corpo a entender que está chegando a hora de dormir.

 Pequenos rituais noturnos podem te ajudar a dormir melhor, evitando a insônia, além de te deixar mais bem disposto na manhã seguinte. Assim, mudar seus hábitos noturnos se reflete também em sua produtividade em geral.

O Sono e a saúde

É durante o sono que o nosso cérebro desempenha algumas atividades fundamentais para nossa existência, como organizar pensamentos, consolidar as memórias adquiridas ao longo do dia e exercitar a criatividade.

Além disso, é ao longo das horas de sono que o organismo produz novas proteínas que ajudam no sistema imune e regula a produção hormonal, secretando diversos hormônios que são fundamentais para nosso desenvolvimento e manutenção do organismo.

O sono não é apenas um momento de descanso. Ele desempenha um papel fundamental em nosso processo de desenvolvimento e aprendizagem.

Por isso, a privação de sono pode ser muito prejudicial à saúde, podendo causar diversas alterações endócrinas, metabólicas, físicas e cognitivas. Pode alterar, por exemplo, nossa capacidade de concentração e de reter novas memórias, aumentar a irritabilidade e diminuir a libido.

Vivemos hoje na era da conectividade, e desligar das cobranças e estímulos externos tem sido um desafio cada vez maior. Em decorrência, quem não se desliga nunca, enfrenta sintomas como: fadiga crônica, falta de energia, exaustão e dificuldade para dormir.

Com o passar do tempo, tais sintomas se transformam em falta de produtividade, além de comprometerem a saúde física e a qualidade de vida, podendo resultar em doenças dermatológicas, gastrointestinais ou dores de cabeça.

Para mudar este cenário, é preciso motivação e comprometimento para criar novos hábitos e estabelecer uma rotina mais saudável. E é sobre isso que falaremos a seguir!

A importância dos Rituais

Incorporar hábitos em sua rotina e repetir uma sequência de atividades todos os dias, ajuda o organismo a entender o momento de começar a relaxar e dormir. Para pessoas que sofrem com insônia, esse momento pode ser especialmente difícil, e é por isso que educar o corpo pode ser uma boa forma de entrar no clima de relaxamento até pegar no sono.

Para criar um hábito você precisa:

  1. Observar e entender sua rotina para encontrar os componentes do hábito: a deixa (o que o motiva o comportamento), a rotina (o comportamento) e a recompensa;
  2. Estabelecer pequenos objetivos: sempre que desejar alcançar uma meta, quebre-a em pequenas tarefas, assim poderá subir um degrau de cada vez e a cada novo objetivo alcançado, estará mais próximo de seu desejo final;
  3. Manter o novo comportamento em sua rotina: no começo é necessário fazer um esforço consciente, lembrar-se de executar o comportamento, lutar contra empecilhos, preguiça e tudo o que pode surgir pelo caminho;
  4. Acompanhar seus progressos: acompanhe e comemore suas pequenas vitórias. Isso vai estimulá-lo a continuar seguindo seu foco.

E lembre-se: quando falamos em hábitos, consistência é a palavra-chave! As mudanças não acontecem do dia para a noite, é preciso se esforçar um pouquinho por dia. Por isso, repita seus rituais até que eles sejam incorporados em sua rotina.

É o efeito a longo prazo que proporcionará as mudanças que você tanto deseja.

Em termos práticos, uma rotina noturna consiste em um conjunto de atividades que você faz com o objetivo de desacelerar e prestar atenção no próprio organismo, oferecendo atenção e cuidados à pessoa que mais importa: você.

12 Dicas para criar sua rotina noturna:

 Antes de começar, pense sobre seu dia e sobre as necessidades de sua rotina. Tente estabelecer o número de horas ideal para que você tenha uma noite de sono revigorante. As necessidades de cada organismo são diferentes, por isso, procure se conhecer melhor e esteja atento aos sinais de seu corpo. A partir daí, tente estabelecer o horário ideal para ir para a cama, com base no horário que seu despertador tocará na manhã seguinte.

Cada pessoa tem um ritmo e uma rotina, por isso é importante adaptar essas atividades para suas necessidades e possibilidades. Para te dar uma ajudinha para começar e criar seus próprios rituais, separei 12 dicas que podem te acompanhar nas horas anteriores ao sono. Confira:

  1. Higiene Pessoal: sem dúvidas, a higiene noturna deve fazer parte do seu ritual. Tome um banho quente, lave o rosto e faça sua higiene bucal. Se você estiver com tempo, invista em um banho relaxante, você pode fazer um escalda-pés, usar sais de banho e até mesmo fazer um Spa-day no seu banheiro. Se você se interessar por cuidados pessoais, crie uma rotina de Skincare e transforme o autocuidado em parte de sua rotina diária.
  2. Vista seu pijama: sinalize para seu organismo que chegou a hora de dormir, coloque um pijama confortável, que não incomode ou aperte seu corpo. Trocar de roupa ajuda a indicar para o cérebro que o dia acabou e que não queremos mais ficar ativos. Use roupas adequadas à estação para ficar mais confortável;
  3. Desligue as telas: evite aparelhos eletrônicos, como celular, televisão e tablets, de 60 a 90 minutos antes de dormir. A exposição à luz azul das telas interfere na produção de melatonina, o hormônio do sono. Além disso, as notificações do celular podem nos manter em estado vigilante e ansioso, por isso é importante saber a hora de parar de mexer no aparelho;
  4. Planeje o dia seguinte: você pode se planejar e fazer uma lista com as tarefas do próximo dia, ou adiantar coisas como separar a roupa que vestirá na manhã seguinte, ligar o despertador ou deixar a louça do café da manhã na mesa. Esses pequenos gestos nos ajudam a entender que o dia já terminou, além de evitar preocupações com o que você não pode esquecer no dia seguinte. Depois que preparar tudo, você sabe que pode relaxar;
  5. Alongamentos: a prática de alongamentos pode ser eficaz para relaxar o corpo, aliviando possíveis pontos de tensão, além de ajudar a mente a se focar mais no próprio corpo e menos nas preocupações do dia. Você pode aliar a prática a uma música relaxante; 
  6. Respiração: esta técnica funciona como um calmante e ajuda a induzir o sono. Assim como na meditação, sua atenção se volta para o ato de respirar. Respirar de maneira consciente, mais lenta e profunda ajuda a relaxar os músculos, diminuir a velocidade dos batimentos cardíacos além de levar sua atenção para longe de pensamentos que podem estar acelerando sua mente;
  7. Faça um chá: incluir uma xícara de chá na rotina cerca de uma hora antes de dormir é um hábito que pode melhorar a qualidade do sono e diminuir a ansiedade. Invista em ervas com componentes relaxantes, como camomila, maracujá ou erva-cidreira. Esses chás ajudam a proporcionar um efeito calmante no organismo, colaborando com a chegada do sono;
  8. Reduza o consumo de cafeína: reduzir o consumo de cafeína ou outros estimulantes após o meio-dia pode te ajudar a ter um sono de mais qualidade. Para uma noite de sono tranquila, o corpo precisa estar relaxado e, por esse motivo, a ingestão de cafeína pode acabar atrapalhando;
  9. Prepare seu quarto: arrumar o espaço onde você dorme, como estender um cobertor na cama, pegar o travesseiro, diminuir as luzes e manter a roupa de cama limpa, envia mensagens ao cérebro para que possamos relaxar e desfrutar do conforto e segurança do ambiente. Isso reduz o estresse e o estado de alerta do organismo;
  10. Meditação: existem diversas práticas de autocuidado que são excelentes aliadas na hora de buscar por uma qualidade de sono melhor, a meditação é recomendada porque ajuda a reduzir os níveis de depressão, estresse e ansiedade, acalmando os pensamentos acelerados que atrapalham uma boa noite de sono. Esvaziar e acalmar a mente antes de adormecer é uma prática que prepara o corpo para o relaxamento;
  11. Aromaterapia: outra técnica bem recomendada é o uso de óleos essenciais em difusores de ar, como na aromaterapia. Estimulando o olfato com aromas específicos, podemos proporcionar um efeito relaxante e calmante. A lavanda é muito boa para quem deseja ter uma noite mais tranquila de sono;
  12. Leia um livro: ler pode ser uma ótima estratégia para mostrar ao corpo que é hora de relaxar. Procure um local adequado e posição confortável e se concentre na leitura. Mas lembre-se de escolher uma leitura que não te deixe agitado ou ansioso se não o efeito será contrário.

Se você seguir essas dicas e criar um ritual que funcione para você, aprenderá a entender melhor as mensagens de seu corpo e logo terá maior facilidade em mudar do estado de atenção e vigília para um estado de relaxamento.

            Com uma melhor qualidade de sono, seu dia ficará mais produtivo e você se sentirá mais saudável e relaxado.

Espero que as dicas te ajudem e que você tenha uma ótima noite de sono hoje 🙂

Publicado em Artigos, Textos

Aprenda a dizer “não” e pare de se sentir na obrigação de realizar tarefas que não deseja

Quantas vezes você já se sentiu na obrigação de fazer alguma coisa só para agradar alguém? Seja fazer um favor, atender um pedido ou mesmo para agradar uma pessoa querida. O fato é que muitas vezes dizemos “sim” quando queremos dizer “não”.

Mas por que é que essa palavrinha pode ser tão difícil de ser dita?

É sobre isso que conversaremos no artigo de hoje: por que é tão comum nos submetermos a situações ruins, quando um simples “não” nos pouparia muita energia, tempo  e estresse? Continue a leitura e descubra alguns dos motivos que podem estar te travando.

Sempre reparo em como é comum as pessoas sentirem dificuldade de priorizar os próprios interesses e vontades e acabarem se rendendo a situações ruins que seriam evitadas com uma recusa. E por que tanta contradição? Por que aceitamos docilmente e ignoramos os sinais que nosso corpo e mente nos dão sobre aquilo?

Alguns dos principais motivos são:

  • Aceitação: desde muito novos, somos ensinados a aceitar e, por isso, queremos pertencer, queremos ser aceitos. Quem não deseja ser o amigo estimado, o filho querido, o colega de trabalho bem visto?;
  • Necessidade de querer agradar a todos: essa vontade de ser aceito pode nos conferir uma identidade de “pessoa boa”, sabe aquele amigo que faz tudo? Esse mesmo! O fato é que algumas pessoas, sem perceber, desagradam a si mesmas numa tentativa de agradar as outras;
  • Sentimento de rejeição: com medo de ser mal interpretado ou mesmo rejeitado, podemos acabar aceitando situações na tentativa de preservar nossos relacionamentos;
  • Querer ser prestativo: é muito bom ajudar os outros, e algumas pessoas se sentem realmente bem sendo prestativas. Mas até a solidariedade precisa de limites, caso você esteja sendo prejudicado no caminho;
  • Evitar conflitos: é comum que as pessoas se submetam e aceitem determinadas situações em nome de evitar conflitos com seus entes queridos, com medo de perder ou prejudicar seus relacionamentos;
  • Achar que o problema dos outros é mais importante do que suas próprias necessidades: aqui temos um alerta para questões de autoestima. Às vezes exageramos na dose de querer ser prestativo por reconhecermos os problemas que as outras pessoas passam, mas corremos o risco de esquecer ou não considerar nossas próprias questões.

Ao dizer “sim”, quando na verdade sua vontade é justamente a contrária, muitas pessoas se sujeitam a situações ruins e relacionamentos tóxicos, gerando uma série de prejuízos para si.

 É muito comum que essas pessoas se sintam sobrecarregadas e frustradas. Pois tentam abraçar o mundo ao aceitar tudo e então não dão conta de fazer ou concluir tudo aquilo com o que se comprometeram.

É preciso entender a necessidade de estabelecer limites, que sejam saudáveis para si e para as relações, caso contrário, criamos e estimulamos relacionamentos abusivos que, com o passar do tempo, se tornam insustentáveis.

Para criar esses limites, você deve primeiro voltar-se para dentro e entender até onde você consegue aceitar e ajudar o outro sem se prejudicar. Uma pessoa que simplesmente aceita tudo, pode passar a ter dificuldade em reconhecer o que gosta ou não, o que lhe faz bem e o que lhe faz mal. Justamente por não ser seletiva, não filtrar suas demandas. É como se dependesse do outro para guiar e decidir sua própria vida. 

A importância do Autoconhecimento:

Uma boa dose de autoconhecimento nos ajuda a entender nossas necessidades e desejos, além dos medos, inseguranças e necessidade de pertencimento, que podem estar dificultando a tomada de decisões.

Saber reconhecer e atender às próprias necessidades é algo que exige prática. Priorizar suas próprias vontades não é algo que acontece do dia para a noite. Praticar o autoconhecimento é essencial para entendermos nossas atitudes e a sincronia entre as reações do organismo e tudo aquilo que acontece em nossa vida. É praticar a autopercepção, entendendo o que se sente, pensa ou gosta.

Então, só para deixar bem claro: cuidar de si não é egoísmo, é ter amor próprio e saber se respeitar.  Tão importante quanto cuidar de amigos e familiares, é saber cuidar de si. E isso não significa que você não se importe ou não se preocupe com as outras pessoas, quer dizer apenas que entende a importância de estar bem consigo mesmo para que possa então contribuir com o bem-estar de outras pessoas.

Exercer o autocuidado ajuda nesse processo e, com o tempo, você terá mais clareza e facilidade para identificar suas necessidades e limites.

Do mesmo modo que você consegue compreender suas necessidades, passa a conseguir identificar as necessidades das outras pessoas, então, por meio da prática do autoconhecimento, também desenvolverá mais empatia. E isto tende a trazer uma melhora significativa para os seus relacionamentos. Muito maior, inclusive, do que se você estivesse apenas aceitando todas as solicitações alheias sem nenhum tipo de filtro.

E quando o “não” deve ser dito?

Sempre que você perceber que será mais saudável a todos. É verdade que aprender a dizer “não” é um processo: no começo será difícil e incômodo, e nem sempre é fácil lidar com a reação da outra pessoa. Romper padrões de comportamento é um desafio. Mas, a longo prazo, você estará criando relacionamentos mais saudáveis e, principalmente, uma relação mais amorosa e respeitosa consigo mesmo, e assim todos saem ganhando.

Precisamos treinar o uso da palavra “não” para não abrirmos mão de nossa liberdade, tempo e interesses. Afinal, somos todos importantes e temos nossas próprias tarefas para realizar.

Em cada situação, reflita antes de responder “sim” ou “não”.

Para finalizar, listei a seguir algumas sugestões que podem te ajudar na construção deste novo hábito:

  • Pratique o autoconhecimento: como já foi dito, aprenda a reconhecer suas necessidades e ponderá-las com as demandas externas, assim será mais fácil estabelecer os seus limites;
  • Estabeleça limites e prioridades: não temos tempo para fazer tudo o que somos solicitados, por isso, é importante estabelecer prioridades e escolher a forma como usamos nosso tempo. E não se esqueça de que você deve ser sempre sua própria prioridade;
  • Seja claro e objetivo em suas decisões: você não precisa de justificar ou dar muitas explicações, mas seja claro sobre os motivos de não conseguir atender a uma solicitação, para que o outro entenda e respeite sua decisão;
  • Não se sinta culpado: lembre-se de que se priorizar não significa que você esteja sendo egoísta. Não se sinta mal quando precisar ou quiser negar um pedido. Faça escolhas assertivas sobre como usar sua energia e tempo;
  • Faça outra proposta: se você não puder ajudar ou fazer o que foi solicitado, pense se há outra maneira de ajudar, oferecendo uma solução ou caminho viável, assim poderá contribuir de outra forma, sem se comprometer;
  • Repasse a tarefa: caso você não consiga ajudar, mas conheça alguém que possa, indique o caminho, forneça um contato, enfim, ajude a pessoa a ter sua solicitação atendida por alguém que esteja disponível, uma vez que você não esteja naquele momento;
  • Peça um tempo: você não precisa aceitar na mesma hora. Se não estiver confortável com a situação, você pode pedir um tempo para pensar e assim elaborar uma lista de prós e contras, ou então pensar em uma alternativa que ajude a pessoa sem comprometer seu tempo e energia;
  • Repita: se a pessoa não entender ou insistir, repita o seu “não”. Não ceda apenas por pressão. Ceder é abrir mão da própria liberdade de escolha.

     Qualquer que seja a sua agenda e seus compromissos, eles devem primeiramente ser respeitados por você, e só depois pelas outras pessoas. Se você não consegue se priorizar, não espere que ninguém faça isso por você.

Coloque as sugestões em prática na próxima vez que for solicitado a realizar algo que você não tem conhecimento, tempo ou vontade de fazer. Logo você verá o resultado dos seus “não”s convertidos em mais tempo e energia em suas próprias atividades.

Publicado em Artigos, Textos

10 dicas para Categorizar seus Documentos

Pessoa escrevendo e categorizando seus documentos.

Não tem sensação pior do que abrir uma lista enorme de arquivos no seu computador e não encontrar justo aquele que você precisa, não é mesmo?

Se você já se perdeu em meio a seus documentos digitais ou à papelada que tem guardada, gastando muito mais tempo do que o necessário para encontrar um documento, esse conteúdo vai te ajudar a mudar a forma como você enxerga e organiza seu arquivo pessoal. Continue a leitura para descobrir como fazer uma gestão de documentos simples e funcional.

Categorizar documentos nada mais é do que criar um sistema pessoal — ou coletivo, se você fizer parte de uma equipe — para classificar cada arquivo, agrupando-os por suas características.

A gestão de documentos pode parecer trabalhosa no início, mas todo o esforço inicial será recompensado ao longo do tempo. Isso porque, uma vez que você adquire o hábito de categorizar seus documentos e já sabe como encontrá-los em seu arquivo, passa a otimizar seu tempo e gerar produtividade.

O principal objetivo de criar categorias é gerar eficiência em seus processos, mas, além disso, você também garante maior segurança contra extravios, danos ou perdas, como não encontrar um documento específico ou deletar o arquivo errado por engano.

Dentro de uma empresa, a categorização contribui para o bom andamento do trabalho, uma vez que estabelece uma linguagem comum entre os membros da equipe, de forma que todos saibam onde procurar cada tipo de documento, além de como arquivar cada material novo. Isso permite que se tenha um maior controle sobre a organização e recuperação da informação.

A organização pessoal também se beneficia muito da gestão de documentos, pois te ajuda com arquivos, prazos e consultas.

O primeiro passo para gerir seus documentos é saber com o que está lidando: separe todos os documentos que entrarão na categorização. Lembre-se, você deve se organizar por tipos de mídia, como: papelada, arquivos digitais, vídeos, fotos, etc.

Para cada mídia você pode estabelecer categorias e subcategorias de acordo com funções ou características, como por exemplo:

● Documentos pessoais;

● Documentos de um imóvel;

● Documentos veiculares;

● Documentos de trabalho ou projetos;

● Cursos ou disciplinas;

● Notas fiscais e garantias;

● Exames médicos e receitas;

● Cartas, bilhetes e fotos.

Estas são apenas algumas ideias, mas tudo dependerá de sua realidade e contexto. Separe os documentos por categorias que façam sentido a você, de forma que seja fácil e intuitivo manter e usar de sua classificação.

A seguir, listei 10 dicas que irão te ajudar a criar seu sistema de categorização de arquivos. Confira!

  1. Descarte o que não for necessário: antes de começar o processo de categorização, reúna todos os documentos que serão organizados e descarte duplicatas e todo tipo de documento que não necessita de armazenamento, assim, você já reduz o volume de trabalho e de material a ser arquivado;
  2. Separe os documentos por tipo ou formato: você tem necessidades diferentes para categorizar documentos impressos e digitais, por exemplo. Por isso, agrupe os documentos por tipo e crie um sistema eficiente para cada um deles, como pastas em seu computador ou na nuvem e um arquivo físico ou caixa para os papéis;
  3. Nomeie seus arquivos: se estiver organizando arquivos digitais, não deixe de nomear cada um deles de acordo com seu padrão pré estabelecido. Para saber mais sobre nomenclatura de arquivos, confira este artigo;
  4. Agrupe por categorias: Crie pilhas ou pastas para separar os arquivos por temas, como: família, saúde, educação, trabalho, etc. A partir daí você conseguirá definir suas categorias;
  5. Crie subcategorias: para não se perder dentro de uma categoria muito grande, você pode criar pequenos grupos dentro de uma mesma categoria. As subcategorias facilitarão ainda mais sua rotina, por reunirem um conjunto bastante específico e preciso de informações;
  6. Use a ordem alfabética como sua aliada: guardar documentos por ordem alfabética ou por datas te ajuda a criar uma linha de raciocínio que poderá ser facilmente consultada por você, ou mesmo por outras pessoas, agilizando o trabalho na hora de recuperar alguma informação específica;
  7. Guarde em pastas: física ou digitalmente, as pastas são as melhores amigas da categorização, pois permitem que o agrupamento seja armazenado em conjunto. Lembre-se que todas as pastas devem ser devidamente nomeadas ou identificadas, para possibilitar o trabalho de consulta;
  8. Evite o excesso de categorias: cuidado para não se perder, tente criar uma lógica de agrupamento, para que os documentos fiquem guardados de forma que faça sentido, de acordo com suas características e necessidades. Se você criar muitas categorias, pode ficar confuso na hora de atribuir um local para cada documento. As subcategorias podem te ajudar a evitar isso;
  9. Faça disso um hábito: não pense que categorizar é um trabalho que se faz uma única vez. É claro que o trabalho inicial é o mais extenso, mas a organização deve ser contínua. A cada nova entrada, já salve o documento na categoria correspondente ou, se necessário, crie uma nova categoria, assim, você nunca mais terá arquivos acumulados e bagunçados por aí;
  10. Digitalize o que puder: essa é uma dica para reduzir o volume de papelada que você tiver. Digitalize tudo o que for possível, como notas fiscais, receitas médicas e manuais de instrução. Mas, não deixe de criar pastas específicas para cada assunto e separar os arquivos, devidamente nomeados, de acordo com seus temas, assim você economizará espaço e manterá tudo devidamente documentado.

Depois de criar seu próprio sistema de categorização, se atente ao armazenamento seguro da informação. Para isso, faça backups regulares para os arquivos digitais e preserve bem seu arquivo físico para não comprometer a integridade dos documentos.

Espero que essas dicas sirvam de guia e inspiração para criar seu modelo de categorias e aderir de vez a uma vida mais organizada e com menos bagunça.

Até a próxima 🙂

Publicado em Artigos, Textos

Livro físico ou e-book: afinal, qual é a melhor opção?

Leitor digital Kindle, da Amazon.

Você já deve ter se perguntado – e talvez pesquisado – sobre qual é a melhor alternativa para a leitura: o bom e velho livro físico, ou o moderno e robusto leitor digital?

Eu começo este texto confessando que minha preferência ainda são os livros físicos. Como boa colecionadora, tenho uma estante repleta das mais diversas obras e gêneros literários. Porém, nos últimos anos a praticidade tem falado mais alto.

Desde que a Amazon, gigante na comercialização de livros, lançou seu próprio aparelho leitor de livros digitais, o Kindle, a disputa tem sido acirrada. Parece um sonho poder carregar milhares de exemplares em um aparelhinho que cabe na palma da mão, e o Kindle veio para revolucionar os hábitos de consumo e leitura de diversas pessoas.

Alguns leitores se posicionam como amantes fiéis do livro impresso, enquanto outros dizem que já não vivem mais sem seus dispositivos Kindle. Eu, como já disse, paguei a língua e acabei experimentando a leitura no formato digital. Apesar do meu amor pelos livros impressos, no ano passado, pela primeira vez, li mais obras no formato digital.

Como estou sempre postando sobre livros e comentando minhas leituras mais recentes, alguns amigos e pessoas da minha rede começaram a me ver como referência quando o assunto é leitura. Então, depois de notar que tantas pessoas tinham as mesmas dúvidas, resolvi escrever este artigo para expor minha visão sobre os prós e contras de cada um dos formatos.

Páginas de um livro.

Começando pelo Livro Físico, separei suas principais vantagens e desvantagens. As vantagens são:

  1. Relação Sensorial: o livro é um objeto, e tê-lo em mãos significa poder manuseá-lo e estabelecer uma relação com os diferentes sentidos. Você pode, por exemplo, apreciar a textura da capa e do papel, sentir o cheiro das páginas – mais alguém adora um cheirinho de livro novo por aí?;
  2. Explorar o livro: algo que eu gosto muito e sinto muita falta no leitor digital é poder explorar o livro antes de começar a leitura, além de dar uma espiadinha em outras páginas ocasionalmente. Na versão física, é possível ler a contra capa e orelhas do livro, ver quantas páginas o volume tem ou mesmo quanto falta para acabar um capítulo;
  3. Colecionar: o livro físico te permite criar o próprio acervo, algumas pessoas veem os livros como um item de coleção, ou mesmo de decoração. Além disso, existem algumas edições comemorativas e de luxo que são muito apreciadas pelos colecionadores;
  4. Não tem bateria: simples assim, você nunca vai precisar se preocupar em encontrar uma tomada ou interromper sua leitura por falta de bateria;
  5. Emprestar: a versão impressa de um livro permite rotatividade. Você pode emprestar, dar de presente, alugar em uma biblioteca, enfim, existem diferentes maneiras de compartilhar um livro.

Já as principais desvantagens são:

  1. Peso: a depender do número de páginas e do material que é feito, um livro pode ser pesado e/ou grande. Isso pode dificultar carregá-lo em sua bolsa ou mochila e, em alguns casos, os volumes podem ser tão grandes que chegam a ser incômodos de segurar para ler;
  2. Volume: nem sempre temos espaço para a estante com a qual sonhamos. Quem lê bastante pode ter problemas para conseguir armazenar todos os seus livros. E, por experiência própria, sei que eles dão um trabalhão em casos de mudança de casa, já que são pesados e ocupam muito espaço;
  3. Impacto ambiental: por mais que amemos os livros impressos, o fato é que se utiliza muito papel em sua produção, além de todo o processo de produção e logística que consome outros materiais e recursos;
  4. Preço: em geral, o livro físico é mais caro do que o digital. Claro, seu custo de produção e distribuição é maior, e isso acaba se refletindo no valor final da obra.

            A leitura do livro impresso está muito relacionada com sua experiência sensorial e física e, como vimos, isso possui aspectos positivos e negativos. Já o e-book proporciona um outro tipo de experiência, mesmo que você leia a mesma obra.

Leitor digital Kindle, da Amazon.

A seguir, listei as principais vantagens e diferenciais de ler usando um e-reader como o Kindle, da Amazon:

  1. Economia de Espaço: o Kindle, por exemplo, possui uma capacidade até de armazenamento de 8GB, o que equivale a milhares de livros digitais, e é bem provável que você se veja sem espaço. Assim, você agrupa muitos títulos em um único e compacto aparelho.
  2. Peso: o dispositivo e-reader é muito leve, pesando entre 170 e 220 gramas, por isso, é muito mais prático de transportar do que um livro físico, tornando a leitura mais confortável;
  3. Ajustes: o dispositivo permite que você ajuste o brilho da tela e tamanho da fonte, de forma que a leitura fique mais confortável. O Kindle possui oito opções de tamanho de letra, três tipos de fontes diferentes e adapta também o espaçamento entre as linhas. Assim, é possível escolher a configuração que mais lhe agrade na hora da leitura;
  4. Luz: para ler um e-book, você não precisa estar num ambiente iluminado, já que a luz vem do próprio dispositivo, como é o caso do modelo Kindle Paperwhite. A tela é opaca, então não cansa a vista, como um computador ou a tela do celular – ainda assim, não sou fã de ler no escuro;
  5. Preço: cópias digitais são mais baratas para serem produzidas e não precisam de transporte, exportação ou qualquer gasto adicional. Por esse motivo, os livros para Kindle são consideravelmente mais baratos, sendo possível encontrar mesmo muitos livros gratuitos;
  6. Concentração: o Kindle é diferente de outros aparelhos eletrônicos, como o celular e o computador. Sua interface é simples, feita especialmente para a leitura e não possui acesso a redes sociais ou notificações. É claro que você pode ler no seu smartphone, difícil é se concentrar;
  7. Rapidez: assim que você efetua o pagamento, o livro já está disponível em sua conta. Não há a necessidade de esperar a encomenda chegar e, melhor ainda, não há custos de frete;
  8. Variedade: devido ao baixo custo e a capacidade de armazenamento, quem se adapta ao e-reader acaba podendo comprar e consumir uma maior variedade de livros, uma vez em que não precisa se preocupar com o espaço que os volumes ocupariam em sua estante;
  9. Interatividade: apesar de não poder folhear o livro, lendo um e-book você tem recursos como o tempo estimado para a leitura (do livro e do capítulo), além da porcentagem já lida. Além disso, pode grifar e adicionar anotações ao seu livro sem o danificar. O Kindle memoriza automaticamente a última página lida, então não é preciso se preocupar em “marcar a página”.
  10. Conforto: no geral, o e-reader proporciona uma leitura bastante confortável, já que você pode ajustar a luz, brilho e tamanho da fonte, além de ser bem levinho.

Apesar de ser muito bom, o leitor digital também traz algumas desvantagens. As principais são:

  1. Não tem como colecionar: é verdade que você tem um acervo digital em sua conta da Amazon, mas como todos os livros se concentram no mesmo aparelho, você não pode colecionar e exibir suas obras, da maneira como faz em uma estante;
  2. Conectividade: requer conexão Wi-Fi para fazer o download dos livros. Você não precisa estar conectado o tempo todo, mas não se esqueça de baixar o livro que deseja ler antes de sair de casa;
  3. Bateria: como se trata de um dispositivo eletrônico, é preciso recarregar a bateria. Os e-readers usualmente tem uma bateria que dura vários dias em uso constante, mas, ainda assim, o objeto precisa ser alimentado de tempos em e tempos;
  4. Ausência de cores: o Kindle não possui cores, então a capa do livro, bem como qualquer imagem que possua em seu interior, são exibidas em tons de preto e branco, isso pode prejudicar a experiência da leitura, a depender do livro;
  5. Não tem como emprestar: a menos que você empreste o aparelho, não é fácil emprestar títulos virtuais como fazemos com livros impressos;
  6. Restrição de opções: apesar da variedade de títulos disponíveis na loja kindle, alguns livros ainda são comercializados somente no meio físico, especialmente obras ou edições mais antigas, ou seja, ter um e-reader não substitui completamente o consumo de livros;
  7. Custo do aparelho: apesar de saber que os e-books são mais baratos que os livros físicos, você precisa considerar o investimento inicial que é a compra do aparelho Kindle.

Também acho importante esclarecer que não é essencial comprar um Kindle para ler e-books. Você pode lê-los em seu celular, computador ou tablet, basta baixar o aplicativo do Kindle. Eu, inclusive, comecei assim, para testar a leitura digital antes de investir no aparelho. O diferencial do aparelho é a leveza e facilidade para a leitura, ele é muito mais confortável do que as outras telas.

A conclusão de tudo isso é que ambos os formatos são interessantes. Apesar do livro ser o mesmo, a experiência de leitura muda de acordo com o meio escolhido. Não tenho a pretensão de te indicar um melhor formato ou o ideal. Tudo depende de seu uso e intenções.

Para finalizar, vou contar um pouquinho da minha trajetória. Tenho quatro estantes abarrotadas de livros, e assim cheguei num impasse: ou paro de comprar livros ou preciso me mudar. Como paulistana, sei que me mudar para um espaço maior não é uma opção; e como leitora, jamais pararia de comprar livros! Então, a solução que encontrei foi investir no dispositivo, comprei o Kindle Paperwhite 8ª geração.

Vi no e-reader a chance de economizar dinheiro e espaço. Comecei comprando livros teóricos na versão digital, mas logo parti para a literatura. Hoje, compro a versão física apenas de livros que gosto ou quero muito ter em minha coleção. Penso muito bem antes de ocupar mais um pedacinho da estante, já que o espaço está acabando. Comigo tem funcionado, aprendi a transitar entre as leituras, às vezes revezo para não me cansar do formato.

Antes de decidir se você investe na compra do Kindle ou não, sugiro que você pense em seus gostos e necessidades, assim saberá se ele se adequa a você ou não. Mas, em geral, a melhor alternativa é variar entre os formatos. O mais importante continua sendo apreciar boas leituras.

Publicado em Artigos, Textos

Guia do Home Office: 10 dicas para manter a produtividade

Mulher trabalhando em sua casa no modelo de Home Office.

O home office é uma modalidade de trabalho que permite que os funcionários de uma empresa se conectem remotamente. Não existe fronteira geográfica que limite o trabalho, basta ter conexão com a internet e usar algumas ferramentas que facilitem a comunicação e garantam a segurança da informação.

Com a tecnologia que temos à disposição hoje, essa modalidade é possível em diversas empresas e segmentos. Porém ainda existem uma série de desafios a serem superados, além da necessidade de uma mudança na cultura das empresas que decidem aderir ao modelo, uma vez que é preciso gerar transformações comportamentais nas equipes.

Trabalhando à distância, precisamos encontrar formas de manter a comunicação entre os membros da equipe, minimizando ruídos e interferências que podem surgir nas relações. A empresa deve ainda se preocupar com as condições físicas e emocionais de seus funcionários, para que as pessoas não se sintam desmotivadas pela falta de contato e proximidade. Além disso, é preciso encontrar maneiras de incluir momentos de descontração para que os laços se estreitem, favorecendo o entrosamento da equipe.

A pandemia do Coronavírus nos obrigou a ficar em casa. Muitas empresas que ainda não haviam experimentado o home office, precisaram se adaptar rapidamente, para manter as pessoas em segurança e minimizar os riscos de contágio. Isso fez com que diversas pessoas improvisassem um cantinho de suas residências para poder trabalhar.

Trabalhar em casa, à primeira vista, pode parecer extremamente atrativo, pois oferece maior privacidade, independência e autonomia, flexibilizando desde os horários até as roupas que vestimos. Sem perder tempo no trânsito e com a oportunidade de comer comida caseira, ganha-se também em qualidade de vida, com notável redução de estresse.

Porém, logo descobrimos que é difícil não misturar o trabalho e a vida pessoal quando todas as atividades são exercidas dentro do mesmo ambiente. Corre-se o risco de trabalhar em excesso, ao mesmo tempo que a produtividade pode cair se não houver um bom gerenciamento de tarefas.

Já vivemos essa realidade há mais de um ano e, para algumas empresas, essa será a modalidade definitiva. Muitas optaram por remanejar seus escritórios e manter parte, ou mesmo toda a equipe, em trabalho remoto.

É preciso considerar que o que vivemos hoje é um momento de isolamento social, ocasionado por uma crise sanitária. Além de trabalhar dentro de casa, todas as atividades estão restritas, bem como o lazer e o contato social com nossos pares. Isso pode provocar efeitos emocionais negativos, como tristeza, melancolia, angústia e sensação de isolamento. É fundamental ter uma rede de apoio — ainda que online — e contar com o suporte das empresas para cuidar da saúde mental, caso necessite de ajuda profissional. A expectativa é que, no futuro, mesmo aqueles que permanecerem trabalhando remotamente, poderão encontrar os colegas para reuniões ou eventos presenciais, fortalecendo os contatos, além da retomada das atividades de lazer.

Para trabalhar em casa, é preciso estabelecer horários, se concentrar e não cair em armadilhas como distrações e procrastinação. Em algumas situações, trabalhar fora do escritório pode ser mais complicado do que parece. É preciso muito foco e algumas mudanças de comportamentos e hábitos para conseguir se adaptar e estabelecer uma rotina mais funcional e saudável.

Foi pensando em como manter a produtividade no trabalho mesmo em um momento tão turbulento como esse, que separei essas dicas para te ajudar na organização do ambiente e rotina de trabalho. Confira!

  1. Organize seu ambiente de trabalho: sempre que possível, escolha um ambiente ou cômodo da casa só para você. Monte sua estação de trabalho com computador, bloco de notas e todas as ferramentas e dispositivos que forem necessários para o desempenho de suas tarefas. Pense também no conforto, como a luz ideal e uma cadeira ergonômica. Essa separação de ambientes ajuda a estimular a criatividade e produtividade, evitando distrações e demarcando os momentos de trabalho, assim, ao final do dia, você deixa a mesa de trabalho e pode aproveitar os outros ambientes da casa com sua família. Parece algo simples, mas isso ajuda nosso cérebro a entender quando estamos em um ambiente de trabalho e precisamos de foco e concentração para realizar as atividades diárias;
  2. Faça combinados com a família: um dos maiores desafios de trabalhar em casa é conseguir estabelecer limites para as pessoas com quem você mora. Por isso, é importante fazer combinados quanto ao horário de trabalho e os barulhos na casa. Se todos cooperarem, é possível adaptar a rotina da família sem que ninguém seja prejudicado. Também é fundamental que entendam e respeitem que não é porque você está em casa que está livre para ajudar em outras tarefas. É claro que para quem tem filhos em casa, a dificuldade na adaptação pode ser maior;
  3. Organize sua rotina: sem a rotina habitual como o horário para sair de casa e o trajeto até o trabalho, é necessário estabelecer novos horários e definir uma rotina. Tenha um horário para acordar, tomar café da manhã e estabeleça um horário de trabalho. Lembre-se de respeitar o horário de almoço e fazer algumas pausas ao longo do dia. Nosso organismo precisa de rotina para ser mais produtivo;
  4. Planeje suas tarefas: não dispense um bom planejamento semanal. Faça combinados com sua equipe e estabeleça, se possível, metas pessoais. Isso te ajudará a não perder o foco, mantendo a motivação e o ritmo de trabalho. Crie um cronograma de atividades, e use recursos como gerenciadores de tarefas, agendas e listas;
  5. Elimine distrações: as distrações podem ser maiores e mais frequentes em casa do que no escritório, já que os ambientes se misturam. Evite trabalhar no sofá, na cama ou com a televisão ligada. Faça uso moderado de redes sociais e desative as notificações para se focar. Tenha períodos de atenção concentrada, deixe as distrações para suas pausas;
  6. Se arrume para trabalhar: parte importante de manter uma rotina diz respeito a tirar o pijama e se vestir para trabalhar. É claro que, se seu trabalho permitir, poderá optar por roupas mais confortáveis, mas tirar a roupa de dormir envia para o cérebro a mensagem de que o dia começou e está na hora de ser ativo. Além disso, é importante estar pronto para uma reunião online ou outro imprevisto que gere a necessidade de ligar a câmera;
  7. Faça pausas: tão importante quanto trabalhar com concentração, é fazer pausas ao longo do dia. Levante, vá ao banheiro e beba água, pode tirar uns minutinhos para conferir as notificações do celular. As pausas, além de necessárias para a saúde, têm um efeito revigorante no trabalho;
  8. Respeite o horário de almoço: assim como você se levantava e ia até o refeitório ou um restaurante, é importante fazer uma pausa prolongada para o almoço. Muitas pessoas têm que cozinhar o próprio almoço, cuidar dos filhos, lavar a louça. Esse é um momento que você volta a “se sentir em casa”, por isso é importante que dedique esse tempo a si e a sua família. Depois, volte para o cômodo onde trabalha e retome suas atividades;
  9. Estabeleça um horário limite: saiba a hora de parar, caso contrário, você pode cair na cilada de trabalhar o dia inteiro, já que não há trânsito na ida ou na volta, por exemplo. Respeite o momento que estipulou para desligar a tela de seu computador e sair de sua mesa, assim como encerraria o expediente no escritório para ir embora;
  10. Mantenha uma boa comunicação com a equipe: padronize a comunicação entre seus pares, escolha um canal para trocar informações e se comunicar. No trabalho remoto, é fundamental que as rotinas sejam documentadas e que os colegas possam acompanhar o andamento das atividades. Faça vídeo-chamadas e reuniões periódicas para manter a comunicação e um bom clima entre o grupo, isso colabora para que ninguém se sinta isolado, além de diminuir possíveis ruídos de uma comunicação assíncrona.

A verdade é que nós não temos a capacidade de ser multitarefas, precisamos aprender a gerenciar o tempo para ter uma rotina produtiva e adaptada ao ambiente em que estivermos. Trabalhar remotamente exige um esforço inicial de adaptação que envolve não apenas a sua rotina, mas a de todos que vivem com você.

Fazendo combinados, estabelecendo horários e mantendo uma boa comunicação com a empresa, é possível usufruir dos benefícios dessa modalidade. Inclua atividades de lazer e cuide de sua saúde, lembre-se de que o trabalho não é tudo!

Publicado em Artigos, Textos

8 Dicas para não errar na hora de nomear um Arquivo

Mesa organizada com caderno e laptop, para discutir a forma de nomear arquivos.

Você já passou pela situação de escrever um documento, salvar o arquivo e depois perdê-lo completamente em sua máquina?

Além de ser muito importante fazer backups e salvar cópias de seus arquivos como medida de segurança, é preciso nomear cada um deles de forma que seja fácil encontrá-los e acessá-los sempre que necessário.

A melhor forma de nomear seus arquivos é definir um padrão lógico que seja fácil de lembrar e ser seguido por você, ou por sua equipe, caso seja compartilhado com mais pessoas. Foi pensando nisso que preparei esse guia rápido com dicas que te ajudarão a nunca mais perder um arquivo em seu computador. Confira!

  1. Crie uma nomenclatura padrão que seja comum a todos da equipe: assim, o acesso aos arquivos fica mais fácil, ágil e democrático;
  2. Dê nomes simples: escolha nomes que digam, em poucas palavras, o tema principal do conteúdo do arquivo. Evite nomes genéricos como “relatório” ou “documento”, mas também não seja extremamente específico, para evitar visitas indesejadas em seus documentos;
  3. Evite criar códigos: criar um código para nomear seus arquivos pode parecer uma boa ideia, mas a longo prazo isso tende a atrapalhar, pois o sistema de códigos pode deixar de ser familiar para você, além de não ser compreendido por outras pessoas;
  4. Registre versões: sempre que realizar uma edição, não se esqueça de atribuir uma versão para o arquivo. Para grandes alterações, use “v.1”, por exemplo; quando fizer uma correção ou alteração simples, você pode considerar como versão “v.1.1”. Fuja de nomes como “versão final” ou “corrigido”;
  5. Atribua a data: no final do nome, coloque a data invertida (ano, mês, dia), assim, sempre saberá quando foi feita a última alteração no arquivo;
  6. Crie pastas: depois de nomear, organize seus arquivos em pastas. E lembre-se de que toda a organização deve seguir uma lógica de nomenclatura, ou seja, não adianta nomear e agrupar seus documentos para guardá-los em uma pasta chamada “nova pasta”;
  7. Não guarde arquivos desnecessários: exclua duplicatas e evite acumular arquivos desnecessários, que podem poluir e atrapalhar a visualização daquilo que realmente importa. Crie pastas e arquive aquilo que é importante, mas já não está em uso. Deixe à mão apenas o que for necessário, assim não se confundirá na hora de abrir ou enviar um documento;
  8. Mantenha sua organização: toda vez que iniciar um documento, já salve com o nome de acordo com o padrão pré-definido por você e na pasta correspondente. Evite acumular pendências desnecessariamente.

Manter os arquivos bem nomeados e agrupados é fundamental para evitar que qualquer informação se perca. Seguindo essas dicas, você não perderá mais tempo procurando ou refazendo um documento.

Se desejar, você pode criar uma planilha ou mapa mental para guardar o nome de seus arquivos e assim criar um guia de consulta rápida que ajude a lembrar sobre o que se trata cada documento e onde pode encontrá-lo. Porém, tome cuidado com informações sigilosas, lembre-se de que a segurança deve vir em primeiro lugar.

Me conta aqui nos comentários se você conhece mais alguma dica para a nomenclatura e categorização de arquivos, vou adorar saber!

Obrigada, e até a próxima 🙂

Publicado em Artigos, Textos

5 atitudes que te ajudam a demonstrar empatia

Varal com figura de coração pendurado, representando um gesto de empatia.

Empatia é a palavra da vez, parece que a ouvimos em todos os lugares. Mas, apesar de estar na moda, será que esse conceito é mesmo tão praticado?

E você, sabe o que é empatia?

De modo geral, podemos descrever empatia como a capacidade de se colocar no lugar de outra pessoa e sentir ou entender o que ela está passando. Porém, precisamos entender as nuances implicadas nesse processo: ao ver uma pessoa triste, posso, por exemplo, sentir pena de sua situação e isso não significa, necessariamente, que eu esteja tendo uma atitude empática.

Antes de explicar o que é empatia, gostaria de falar sobre o que ela não é, pois, muitas vezes, confundimos outras atitudes e sentimentos com esse conceito. E, com isso, corremos o risco de afetar nossas relações com as outras pessoas, mesmo que tenhamos as melhores intenções.

  • Empatia não é simpatia: simpatia é uma relação mais superficial, como quando você sorri e diz ao outro que “vai ficar tudo bem”, sem acolher seus sentimentos e entender a complexidade do que essa pessoa está realmente sentindo;
  • Empatia não é aconselhar: temos a mania de querer resolver tudo. Mal ouvimos o outro falar e já tentamos propor soluções, sendo que, às vezes, essa pessoa só quer poder falar e ser ouvida;
  • Empatia não é uma competição por problemas: outro erro comum é, numa tentativa de animar o outro, começarmos também a falar dos nossos próprios problemas. Assim, quando percebemos, estamos discutindo para saber quem sofre mais.

Empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro, sendo o outro. Sem julgar ou tentar encontrar uma solução. É se esforçar para estar aberto a enxergar para além do próprio ponto de vista. Envolve presença e escuta genuínas, que resultam em conexão entre duas pessoas.

Empatia envolve uma atitude de curiosidade e interesse. É preciso que você escute o outro, pergunte sobre seus sentimentos, entenda suas necessidades e desejos. Pois, apenas assim, conseguirá enxergar uma situação com os olhos do outro.

Estar aberto para a empatia requer lidar com uma dose de vulnerabilidade. Isso porque, ao se conectar com o que outra pessoa sente, você precisa primeiro estar atento e confortável em relação aos próprios sentimentos. Assim, conseguirá separar o seu ponto de vista dos demais. Isso significa que o autoconhecimento é peça-chave no processo de construir relações mais empáticas e profundas.

Segundo estudiosos de Inteligência Emocional, existem três tipos de empatia, são elas:

  • Empatia Cognitiva: entender o ponto de vista do outro, ou seja, a capacidade de entender os sentimentos e pensamentos de outra pessoa ao colocar-se no lugar dela;
  • Empatia Emocional: compartilhar os sentimentos do outro, sentindo o que o outro sente. Envolve um nível mais profundo de conexão emocional, onde é possível sentir até fisicamente o que o outro sente;
  • Empatia Compassiva: é simplesmente perceber que o outro precisa de ajuda e, assim, colocar-se à disposição para ajudar, respeitando o tempo e espaço dessa pessoa. Também pode ser chamada de preocupação empática.

A capacidade de se colocar no lugar de outra pessoa é uma das principais ferramentas da Inteligência Emocional. Ser uma pessoa empática muda a relação que temos com nossas próprias atitudes, comportamentos e sentimentos, e isso muda como nos portamos frente ao mundo em relação às outras pessoas.

Ao exercitar e desenvolver nossa capacidade empática, também ampliamos nossa visão de mundo, pois além de autoconhecimento, aprendemos a questionar nossas certezas e suposições, enxergando o mundo a partir de outras perspectivas.

A seguir, listei uma série de comportamentos que você pode adotar para ir em direção de uma vida mais empática. Confira!

  1. Avalie sua perspectiva em relação ao outro: esse deve ser um exercício constante. Saiba que sua percepção não é uma verdade absoluta, evite fazer julgamentos e pressuposições. Esteja realmente aberto para conhecer perspectivas diferentes da sua;
  2. Adote uma postura de curiosidade: pergunte e esteja disponível para ouvir, conheça os pontos de vista do outro, respeite suas opiniões;
  3. Escute verdadeiramente: saiba ouvir sem julgar e sem querer resolver os problemas do outro. Você precisa entender quais são os sentimentos e as necessidades dessa pessoa antes de querer eliminar desconfortos e propor uma solução baseada em sua experiência ou opiniões;
  4. Nem sempre você precisa falar: em determinadas situações, demonstrar compaixão é saber acolher, ouvir o que chega do outro, sem dizer nada em resposta;
  5. Comunique-se com clareza: para evitar ruídos e mal-entendidos, seja claro e assertivo em suas falas. Mostre-se disponível para ajudar, mas sempre mantenha uma atitude respeitosa perante o outro.

Agora que você já sabe o que é empatia, e já conhece os comportamentos que, apesar de parecerem empáticos, vão contra a mensagem desejada, fique atento para colocar essa atitude em prática no seu dia a dia e senti a melhoria em suas relações e também no seu processo de autoconhecimento.

Se você gostou dessas dicas e pensou em mais alguma, me conta aqui embaixo nos comentários, porque não tem nada melhor do que trocarmos experiências e aprendermos juntos!

Um abraço, e até a próxima 🙂

Publicado em Artigos, Textos

6 motivos para organizar o ambiente à sua volta

Mesa de trabalho organizada. A imagem passa uma sensação de tranquilidade.

“Entra, e não repara na bagunça!”

Quantas vezes você já ouviu essa frase? E quantas vezes foi você quem disse?

Existe um mito de que cada um se entende com a sua bagunça. Eu discordo. E vou te mostrar o porquê neste artigo.

Por mais que você ache que sabe “se virar” no meio das suas coisas, o fato é que a falta de organização nos faz perder muito tempo no dia a dia, e pode ser fator gerador de estresse e ansiedade.

Uma vida mais organizada traz benefícios tangíveis para sua produtividade e garantem mais saúde e bem-estar.

Pra começo de conversa, é importante entender que organizar é encontrar soluções lógicas para as coisas e situações que permeiam nossas vidas. A partir do momento que você cria categorias e define lugares específicos para as coisas, deixa de usar parte da sua rotina para lidar com coisas fora do lugar.

Uma vez que essa forma de pensar vai se instalando e vira um hábito, é fácil levá-la para sua agenda, trabalho e qualquer outra área da vida.

Minha dica é começar organizando o espaço físico à sua volta, seja seu guarda-roupa no quarto, mesa do escritório, enfim, qualquer lugar que você onde você passe bastante tempo e necessite de ordem.

A seguir, você confere uma lista com 6 motivos para organizar seu espaço pessoal:

  1. Encontrar o que precisa de forma rápida: ao categorizar os itens, você economiza tempo da rotina, otimizando a forma como agrupa e armazena os itens, tornando mais fácil encontrá-los e guardá-los novamente, após o uso;
  2. Melhor utilização do espaço: facilita a limpeza e higienização do ambiente, além de conseguir usar melhor seu espaço, agrupando itens semelhantes e aproveitando da melhor forma possível o tamanho de cada compartimento ou ambiente;
  3. Economia: ao manter tudo em seu devido lugar, você evita gastos desnecessários, recomprando um item ou evitando que algum produto passe da validade parado na prateleira. Possibilita também que você encontre gargalos em suas finanças e tenha total controle do seu fluxo de caixa;
  4. Praticidade e funcionalidade: quando o ambiente está organizado, você consegue gerenciar melhor seu tempo, ganhando maior fluidez na rotina e evitando retrabalho com arrumações constantes;
  5. Sensação de bem-estar: um ambiente limpo e organizado traz mais conforto, contribuindo com a saúde física e mental. Estar em um lugar visualmente agradável também nos ajuda a elevar a autoestima e o bem-estar. Isso, sem contar que a sensação de “dever cumprido” é uma ótima aliada na redução do estresse e da ansiedade;
  6. Produtividade e Gestão de tempo: o resultado de uma boa organização é certeiro. Com o ambiente organizado, as coisas caminham com mais tranquilidade e você tem aumento significativo na produtividade. Com mais foco e menos mudanças de contexto, você consegue aumentar sua concentração e eficiência.

Organizando sua rotina, é possível fazer uma gestão inteligente do tempo. Tenha mais tempo para você e para fazer aquilo que realmente importa. Diga adeus à procrastinação.

Se você der uma chance para a organização, será recompensado com mais eficiência e produtividade. E, em breve, verá a diferença que um espaço organizado pode fazer em sua rotina.